ESCATOLOGIA - A DOUTRINA DAS ÚLTIMA S COISAS

ESCATOLOGIA - A DOUTRINA DAS ÚLTIMA S COISAS

 

Arrebatamento Pretribulacional






PERGUNTA: "Chip, por favor, mostre-me qualquer lugar nestas passagens que você listou que ponham o arrebatamento antes da tribulação. " 


RESPOSTA: Os versos lhe foram enviados para mostrar o arrebatamento da igreja como diferenciado dos outros arrebatamentos mencionados na Escritura. O calendário da arrebatamento da igreja é dada em 1 Ts 1:10, 1 Ts 5:9, e 2 Ts 2:13 - Antes da tribulação

“E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” (1Ts 1:10 ACF)

 “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,” (1Ts 5:9 ACF)

 “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do SENHOR, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a    salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade;” (2Ts 2:13 ACF)


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[quanto] a nós, OS SALVOS DO NOVO TESTAMENTO [mais precisamente, os salvos da dispensação das igrejas locais]: "... nos livra da ira futura. " "... Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo, " " ... vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, ...; "
Nós somos salvos da ira de Deus que está por vir. 

[quanto à] TRIBULAÇÃO: “16 E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; 17 Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Ap 6:16-17 ACF)  A tribulação é "o grande dia da sua ira." Aqueles que passarem através dessa [ira] estãrão pedindo para serem escondidos dela.

O salvo do Novo Testamento não pede para ser escondido da ira de Deus. Não PARTICIPAMOS de [o recebimento de] a ira de Deus. Deus nos elegeu para sermos SALVOS DELA.

O dilúvio tipifica a ira de Deus que vem para sobre o mundo inteiro.
Enoque tipifica o salvo do Novo Testamento.
Noé tipifica os 144,000 selados [do livro do Apocalipsis] [judeus selados e protegidos].

Todas as teorias sobre a ira de Deus ser confinada a apenas o finalzinho do período da tribulação, ou a após a Tribulação, não se sustentam.

Apocalipse 6 começa a tribulação - os selos. As 7 últimas pragas são os vasos, e não os selos. O dia da ira de Deus já está em vigor nos selos - “... é vindo o grande dia da sua ira; ...” (Ap 6:17 ACF). As várias referências ao derramamento da ira de Deus podem ser encontradas em todo o livro do Apocalipse. 

O "grande dia da sua ira" alinha-se [perfeitamente] com 1 Ts 5:2,3 - “2 Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 3 Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.” (ACF).  O salvo do Novo Testamento não é destinado a passar por este [mal] tempo - v. 9.

As palavras de Paulo em 1 Ts 5 fortemente ecoam o que disse Amós a respeito desse dia - 
“18 Ai daqueles que desejam o dia do SENHOR! Para que quereis vós este dia do SENHOR? Será de trevas e não de luz. 19 É como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede, e fosse mordido por uma cobra. 20 Não será, pois, o dia do SENHOR trevas e não luz, e escuridão, sem que haja resplendor?” (Am 5:18-20 ACF)

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O que eu apresentei é uma doutrina. A doutrina do arrebatamento da igreja pré-Tribulação é uma sadia doutrina bíblica, como demonstrei, e [o é] por vários motivos --
- O salvo do Novo Testamento está sob a graça, não [destinado à] ira. A tribulação é o tempo da ira de Deus.
- O salvo do Novo Testamento é salvo pelo evangelho de Jesus Cristo conforme foi dado através de Paulo durante o tempo dos gentios. O santo do [período da] Tribulação tem que obedecer ao evangelho JUDAICO do Reino durante uma dispensação JUDAICA.
- O  salvo do Novo Testamento se renova a cada dia e nunca pode perder sua salvação. O santo da Tribulação pode cometer um pecado que tornará impossível para ele ser renovado (Heb 6:4-6; Apo14:9-12).
- O salvo do Novo Testamento é salvo no instante em que depositou sua fé em Cristo. O santo [do período] da Tribulação tem que perseverar até o fim para ser salvo (Mateus 24:13).
Passar através da Tribulação não tem nada a ver com isso [com a segurança do Evangelho da Graça]. Naturalmente, os salvos terão tribulações [no sentido de aflições usuais da vida do crente]. A ira de Deus, porém, é algo inteiramente diferente."

A Bem-Aventurada Esperança da Igreja


Franklin Ferguson, “The Lord is Coming”





Introdução:

 

         A antiga promessa da vinda do Senhor parece estar chegando ao seu cumprimento, conforme podemos deduzir pela profecia do Novo Testamento. Não nos é permitido fixar uma data, como alguns não sabiamente têm feito, mas somos informados de que, quando observarmos certos eventos em curso, devemos levantar as cabeças, pois a nossa redenção está próxima. Fazendo uma atenta leitura das passagens do Novo Testamento que tratam deste assunto, descrevendo o estado do mundo “nos últimos tempos”, descobrimos a chocante verdade: tudo que foi predito está se tornando mais do que evidente.    

        Em que deplorável estado se encontra este mundo!  Tribulação, ilegalidade, malignidade, miséria, dor, tristeza e perplexidade diante das circunstâncias e provações, que nos atingem agora.

         Hoje, particularmente, tem resplandecido nas trevas a Bem-aventurada Esperança da vinda do Senhor - para o completo livramento  deste atual mundo maligno. E para o conforto e alegria do Seu povo é que estamos escrevendo estas páginas. Assinado: Franklin Ferguson.

“Tu estás voltando; Tu estás chegando; Vamos Te encontrar no caminho; Tu estás voltando; Vamos Te ver; E seremos como Tu, naquele dia; Tu estás voltando; Tu estás voltando; Jesus, Senhor amado! Como será bom Te ver reinando; Tu reinando e nós Te adorando e Te glorificando!”

        Sim, o mesmo Jesus que morreu pelos nossos pecados, que ressuscitou dos mortos para a nossa justificação; que subiu aos céus, como o nosso Grande Sumo Sacerdote e nosso Advogado junto ao Pai, este bendito Salvador certamente voltará. O Novo Testamento contém abundantes referências sobre este glorioso evento.

         “Pela fé, quase podemos escutar os seus passos à entrada da nossa porta”.

            Nosso propósito ao escrever este artigo não é dar uma declaração detalhada de todos os eventos, mas apresentar as Escrituras que tratam da Bem-aventurada Esperança da igreja, a vinda do Senhor para recebê-la e levar a Sua Noiva para ficar junto dEle, para sempre.

         Embora consideremos os grandes eventos preditos na profecia, em primeiro lugar está a volta do nosso Senhor, a qual ensejará o “Dia da Salvação”, um período que não será marcado por datas, sendo uma brecha na corrente profética. Após Sua vinda para arrebatar a igreja, a profecia ficará restrita à Sua relação com os judeus e as nações da Terra. Esta clara esperança será conservada diante do povo de Deus, embora não mais entre os dois povos - judeus e gentios. Cristo voltará algum dia, ou a qualquer momento: “Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo” (Marcos 13:35-36).

         “Este Jesus voltará, na plenitude da Sua glória, para receber do mundo os que Lhe pertencem”.

         Vamos considerar agora uma porção de passagens bíblicas revelando este glorioso assunto:

João 14:2-3 -  “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”.

João 16:16,22 - “Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará”.

            Dois eventos são aqui declarados: 1) “Vou” e ”Virei outra vez”.

         Mais de um mil e novecentos anos se passaram, desde que Ele voltou ao Pai e ainda não regressou. É verdade que a igreja O tem esperando por longo tempo, mas Ele prometeu voltar e, certamente, vai cumprir a Sua promessa. Para nós pode parecer muito tempo, mas pouco tempo para Ele, Que deseja reunir os perdidos, até que estes completem o número dos salvos, na alegria de lhes preparar um lugar tão maravilhoso, perfeito e glorioso, como deverá ser.

         “Salvador, estamos esperando... esperando por Ti, Bendito Senhor! Esperando a Tua chamada do alto para estarmos conTigo. Solitário e longo tem sido o nosso caminho e nossos corações têm desmaiado de medo; mas a estrela guia anuncia, de manhã, que perto estás.”

         Certo dia, uma criancinha estava vagando pela rua de uma cidade da Inglaterra, repetindo para ela mesma: “Às 10 horas... Às 10 horas!” . Um gentil cavalheiro dela se aproximou, indagando qual era o significado daquela frase. A resposta foi: “Minha mãe foi embora e prometeu que voltará às 10 horas”.

         Para aquela criança, a mãe era tudo na vida e sua volta era o pensamento que predominava em sua mente. Será que precisamos deixar que uma criança nos ensine esta lição?

         Deveríamos estar repetindo para nós mesmos: “Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis”?  Quando olharemos para o nosso amado Salvador, suspirando o Seu regresso? Que belo quadro deveria ser a face daquela criança, quando ela avistasse a mãe cumprindo a promessa que lhe fora feita! Que alegria a do coração daquela mãe, quando abraçasse a filha que estava esperando-a!

“Bendita alegria do encontro. Todo o deserto sumiu. Que palavras de saudação Ele, finalmente, vai me dizer. Ele e eu na reluzente glória, compartilhando a alegria: a minha, de estar para sempre com Ele e a Dele, porque eu estou ali”.

Sua Fidelidade -O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).

        “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” (Hebreus 10:23).

        “...Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus”. (Apocalipse 22:20).

         Nosso Senhor Jesus Cristo é chamado “a fiel testemunha” (Apocalipse 1:5). Ele declarou ser “a verdade” (João 14:6). Portanto, como seria possível Ele não cumprir Sua palavra? Se Ele não a cumprisse, mancharia o Seu caráter divino. Podemos fortalecer nossa confiança, conforme lemos em Hebreus 6:18: “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta”.

            Primeiro, vamos observar a esperança que nos é entregue pelo Espírito Santo: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados” (2 Pedro 2:9).

        Segundo, Lembremos-nos do que significa o tempo, quando comparado à eternidade. Mesmo tendo em vista 1.900 anos, isto parece apenas um momento. Então, em vez de acharmos que é muito tempo, devemos nos animar e confiar na promessa de Sua vinda, sem jamais fraquejar. Leiamos Tiago 5:7-8: “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

         “Conserva-nos esperando, ó Bendito Salvador, confiados em Tua preciosa palavra. Cada passo da jornada, esperando-Te, Senhor; esperando, até entrarmos nas mansões onde contemplaremos Tua face gloriosa, cantando a maravilhosa estória da Tua incomparável graça!”

[N.T. - Somente uma profunda comunhão com Cristo pode nos levar a sentir o desejo enorme de que Ele volte bem depressa, para nos livrar deste mundo perverso, onde só vemos coisas abomináveis acontecendo e nossa esperança sendo provada a todo instante].

 

Qual é a Bem-Aventurada Esperança da Igreja?


“Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”. (Hebreus 9:28).

         “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:20-21).

        “... mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:23).

        “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”  (1 Coríntios 1:7).

        “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (Tito 2:13).

        “E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”. (1 Tessalonicenses 1:10).

         Estas Escrituras mostram qual é a verdadeira esperança da igreja, ou seja, pelo que estamos esperando. Estamos aguardando uma Pessoa que virá do Céu. Tudo que se refere ao nosso futuro está ligado à Sua vinda.  Esta esperança não é a de irmos para o Céu, quando morrermos, pois disso já estamos certos. Nem se trata do glorioso Milênio, o qual virá a seu tempo, quando iremos morar com Cristo. Nossa Bem-aventurada esperança é o retorno pessoal do mesmo Jesus que veio ao mundo para sofrer humilhação, tendo morrido na cruz por nossos pecados: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”  (1 Pedro 3:18). Ele mesmo voltará. Não o Arcanjo Miguel em Seu lugar. O Noivo celestial vai voltar para a Sua Noiva, a fim de conduzi-la ao lar celestial,  onde ela viverá para sempre com Ele. Paulo diz na 1 Tessalonicenses 1:9-10: “Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura”.

         Esta deve ser a nossa perspectiva cordial, deliciosa e santificadora, sem coisa alguma que a atrapalhe. Olhemos para Jesus e O aguardemos. Após termos ido com Ele, este mundo ímpio verá a manifestação do Anticristo e sofrerá as coisas tenebrosas da Grande Tribulação. Como é chocante o contraste entre a nossa Bem-aventurada Esperança e os horrores pelos quais irão passar os não salvos, deixados para trás!

         “Que eu não tenha uma ilusão, mesmo de leve, de que seja atrasada a Tua vinda, a qual conserve o meu espírito aqui, onde não pode perdurar a alegria. Desta, meu Salvador, vem libertar-me, para que eu anseie e Te espere. Sê Tu o objetivo claro e excelente a preencher meu coração; seja a minha esperança Te encontrar nos ares e nunca de ti me apartar. Que eu seja livre para Te seguir, Te servir e Te esperar!”

 

Ele Virá Nos Ares


        “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”. (1 Tessalonicenses 4:16-18).

        “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”.  (1 Coríntios 15:51-52).

         O encontro de Cristo com a Sua igreja será “nos ares”. Seremos arrebatados e ali O encontraremos. Conforme a lei da gravidade, isto seria impossível, pois a tendência de um corpo é cair na terra, tanto que, quando pulamos, logo voltamos ao chão. Mas, naquele dia futuro, o centro da gravidade será mudado, no caso dos crentes, da Terra para o Céu, quando todos nós iremos subir.

         Quando espalhamos uma porção de agulhas sobre a mesa, entre uma quantidade de alfinetes de cobre e sobre eles estendemos um ímã, “num piscar de olhos” as agulhas são atraídas pelo ímã, contrariando a lei da gravidade. O aço das agulhas responde imediatamente ao poder de atração do ímã. Do mesmo modo vai acontecer com os crentes em Cristo e os Seus santos, em Sua vinda. Nenhum alfinete é atraído, porque não existe afinidade entre eles e o ímã. [N.T. - Os incrédulos, neste caso, serão os alfinetes].

         Os crentes são nascidos de novo (João 3:3), tendo se tornado “participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. (2 Pedro 1:4). Os não salvos, que não  pertencem a Cristo, serão deixados para trás, a fim de serem julgados segundo o Livro da Vida. A rapidez da volta do Senhor será como o fulgor de um relâmpago (Lucas 17:24), não permitindo tempo algum para que alguém se prepare. Agora é o tempo oportuno. Se você, caro leitor, não estiver preparado para esse momento, entregue-se a Jesus Cristo, imediatamente, recebendo-O como o seu legítimo Salvador e Senhor, crendo sinceramente que Ele morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e ressuscitou para a nossa justificação. Agindo assim, você será salvo da ira de Deus. (1 Coríntios 15:1-4). Desse modo, você não precisa ter medo de ser deixado para trás, mas, alegremente, estará aguardando a volta do Senhor, tendo sido lavado e regenerado pelo poder do Seu sangue, o qual “nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7).

        O próprio Senhor virá com voz de trombeta e ordenará a todos os mortos em Cristo que saiam de suas sepulturas, para ficarem eternamente com Ele. Após termos sido arrebatados, daremos o nosso grito de vitória: Para sempre com o Senhor!!!”.

 

Como Iremos Encarar Aqueles Olhos?


        “Meu olhar sobre Ele eu lanço e do Salvador ganho o meu prêmio - Sua misericórdia é do princípio ao fim!”

Os Mortos em Cristo vão Ressuscitar


        “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”. (1 Tessalonicenses 4:14-16).

        “Porque eu recebi do SENHOR o que também vos ensinei ...” (1 Coríntios 11:23).

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (1 Coríntios 15:52)

“Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual”. (1 Coríntios 15:42-44). A pessoa não dorme após a morte, conforme, erroneamente, se supõe.

        “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7).

        “Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8).

         Somente os corpos “dormem”. Com Cristo Deus vai trazer os espíritos dos falecidos entre o Seu povo, retirando-os do local do descanso, a fim de que eles sejam “vestidos” com os corpos ressuscitados. Os espíritos dos mortos em Cristo continuam conscientes, na bênção da bendita presença do Senhor, pois Ele já não está no túmulo. A morte para o crente perdeu o seu aguilhão, a qual já não é “o rei dos terrores” (Jó 18:14), mas a serva que abre a porta do céu para receber os falecidos.  

“O corpo dorme, conforme a bela expressão do Senhor, usada ao roubar da morte o seu horror!”

O próprio Cristo “foi feito as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15:15:20). Os corpos ressuscitados terão sido transformados, já não estando sujeitos à morte, à corrupção, à desonra e à fraqueza. De corpo natural ele foi mudado para um “corpo glorioso”. (Filipenses 3:21). O novo corpo espiritual não deve fazer-nos pensar que seja imaterial, mas feito de uma substância real, santa e divina.

Depois que Cristo ressuscitou dos mortos, Ele falou aos discípulos, os quais achavam que Ele era um espírito: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. (Lucas 24:9). Do mesmo modo serão os corpos dos crentes ressuscitados: “E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” (1 Coríntios 15:49).

         Como será gloriosa a visão celestial dos corpos glorificados e feitos à imagem de Cristo, vestidos de glória celestial, brilhantes como a luz do sol! Mas, por enquanto, apenas aguardamos...

“Até que as sombras desta Terra se desfaçam, até que, finalmente,  Ele reúna os do Seu grupo; até que o ocaso tenha passado... E quando Sua aurora iluminar os céus; e os que dormem em Cristo sejam despertados e Ele já não venha disfarçado em humilhação; quando tudo se tornar belo e puro pelo amor divino, então Tu, na bondade do teu Senhor, irás brilhar e Ele te dará aquela coroa de ouro!”

 

Os Crentes Vivos Serão Transformados


        “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem”. (1 Tessalonicenses 4:15).

“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (1 Coríntios 15:51-52).

“Segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3:21).

A certeza de tudo isso quem nos dá é a Palavra de Deus. A primeira coisa que vai acontecer é sua vinda repentina à Terra; a segunda, a ressurreição dos mortos em Cristo, quando serão reunidos aos seus espíritos; a terceira, a mudança dos corpos dos crentes vivos; a quarta, os mortos já ressuscitados  e os vivos transformados  serão arrebatados para estar com o Senhor “nos ares”. Tudo isso vai acontecer, “num abrir e fecha de olhos”.

Nenhum redimido será deixado para trás. Nem mesmo os que dormem, nem os desviados serão deixados, apesar do seu estado espiritual. Quem for dEle não vai ficar na Terra. Eis a questão!

Mais tarde, os assuntos relativos à nossa conduta e condição espiritual serão examinados para o nosso ganho ou perda de galardão. Tudo isso vai acontecer no Tribunal de Cristo. Quando o Senhor retirou Israel do cativeiro egípcio, a fim de conduzi-lo à Terra Prometida, muitos deles eram imperfeitos no caráter. Mesmo assim, todos os que foram redimidos pelo sangue do cordeiro pascal foram libertos do jugo do faraó (Êxodo 10:26). Como é soberana a graça do Senhor! E quando as pragas caíram sobre o povo egípcio, Deus já havia separado o seu povo na terra de Gosen (Êxodo 8:22-23).

Alguém pode exclamar: “Mas, é inacreditável! Minha mente não consegue aceitar o caso da ressurreição!”. O Criador não se agradou em nos dar uma inteligência capaz de entender todos os Seus desígnios e todo o Seu poder (Deuteronômio 29:29). O que não entendemos deve ser aceito pela fé, pois “o meu justo viverá péla fé” (Hebreus 10:38). Existem coisas que o homem não consegue entender mas... “Para Deus nada é impossível” (Lucas 10:37). Não haverá dúvida alguma com respeito à ressurreição dos mortos, uma vez que o próprio Cristo ressuscitou dos mortos. Existem muitas coisas que os cientistas ainda não conseguem entender; mesmo assim, eles acreditam no milagre da vida. Existem mistérios que somente o nosso Deus Todo-Poderoso pode entender; por isso, devemos nos alegrar na fé e deixar para entender essas coisas ocultas, quando tivermos a imagem do que é celestial.

“Quando a luz da ressurreição nos iluminar e os nossos corpos resplandecerem. E quando obtivermos a perfeição da bênção... Quando a vida que a carne obscurece começar a se tornar radiante, e esta carne, que agora sofre, se alegrar com a forma divina, quão gloriosas manhãs teremos nós, depois de um dia escuro e tempestuoso! Quando o sorriso neutralizar nossa tristeza, estaremos acima dela e as tempestades terão passado”.

 

Arrebatados Nas Nuvens


“E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos” (Atos 1:9).

“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”  (1 Tessalonicenses 4:17).

        “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém (Apocalipse 1:7).


         Uma nuvem recebeu o Senhor, quando Ele foi elevado ao Céu, ocultando-O dos Seus discípulos, quando os anjos lhes disseram: “Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.  (Atos 1:11).

         Tanto no Novo como no Antigo Testamento, as nuvens atmosféricas são conectadas com Deus. Quando Ele desceu no Monte Sinai, sob um forte som de trombetas, as nuvens O encobriram, para que os olhos dos curiosos não pudessem vê-Lo. Moisés teve o privilégio de subir ao Monte e entrar na nuvem, para falar com Deus.  Quando o Senhor vier arrebatar os Seus, os olhos dos pecadores incrédulos não poderão vê-Lo, pois esta vinda será um encontro exclusivo com a Noiva e Ele ficará encoberto à visão do mundo. O mundo poderá vê-Lo somente quando Ele vier em glória, com os Seus anjos e santos, para salvar o Seu povo e julgar o mundo. Então, “todo o olho o verá” (Apocalipse 1:7). Todos os redimidos do Senhor, vindos  dos quatro cantos da Terra irão vê-Lo. Ele será visto por toda nação, língua e geração. Os salvos durante a Grande Tribulação serão perseguidos pelo Anticristo e morrerão pela sua fé, passando por enormes sofrimentos. Eles serão como o negociante que busca boas pérolas (Mateus 13:45-46), imitando o amor do próprio Cristo, para, depois, receberem muito mais do que imaginaram:  “Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (Efésios 3:17-19). Quem poderá entender isto?

         “Hoje vivemos pela fé, através do amor de Cristo. Podemos vencer a morte, sendo um com Ele, na vida, a fim de podermos explorar as profundezas e alturas do Seu amor, até que cheguemos à praia celestial, através do Seu amor. Somente quando Ele vier, nós conheceremos todo o Seu amor”.



Estar Com o Senhor


 “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”  (1 Tessalonicenses 4:17)

“Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo”.  (João 17:24).

 “Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele. (1 Tessalonicenses 5:10).

“E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” . (Hebreus 9:15).

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome” (Apocalipse 3:12).

         Quando os mil anos tiverem se passado, teremos apenas começado a gozar a presença gloriosa do Senhor. Eras após eras irão passar, numa interminável sucessão. A eternidade não terá fim nem o tempo será contado em anos. Já não haverá noite. A morte terá sido aniquilada; a tristeza e a dor já não existirão. Porque o Senhor vive, nós também viveremos, pois, no sentido espiritual, somos parte Dele conforme Efésios 5:30: “Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos”.  Não se podem separar os membros do corpo.

         Será que a mente humana pode captar a plena felicidade de viver junto com Cristo? Muito agradável pode ser a vida  de um casal, quando existe amor verdadeiro e compreensão. Tenhamos, pois, uma fraca idéia, do que há de ser a vida de Cristo com a Sua igreja. Como é maravilhosa a Sua graça e como é imenso o Seu amor! Paulo diz, em Efésios 1:5-6: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado”.  Quando imaginamos Sua glória e a magnificência do lugar que Ele nos preparou, vamos exclamar, como a Rainha de Sabá: Bendito seja o SENHOR teu Deus, que teve agrado em ti...  por isso te estabeleceu rei, para fazeres juízo e justiça”. (1  Reis 2:9).

         “Salvador, Teu Lar é o meu Lar, e eu, filho do teu Pai. Com esperança e alegria divinas deixo cansado este mundo selvagem e vou para o Lar. Lar, doce Lar, meu coração palpita! Lar onde os filhos se encontram e jamais se separam. Lar onde o Noivo toma posse do que Ele comprou com o Seu amor. Lar, onde o Pai espera para nos dar boas vindas... Vou para o lar”.


Será que Vamos nos Reconhecer?


         Para esta pergunta existe uma resposta decisiva. - SIM! Todo o teor da Escritura o confirma. Ninguém vai perder a personalidade, a identidade. No céu vamos aparecer exatamente como fomos antes conhecidos - com a mesma personalidade e responsabilidade. A exata pessoa que hoje eu sou e os entes amados, conforme foi vivido aqui na Terra, vão se encontrar novamente, sendo por todos reconhecidos. É por esta alegria que estamos esperando. Quando fomos separados pela morte, estávamos totalmente certos de que esta separação não seria por muito tempo e que um bendito reencontro estaria nos aguardando no futuro.

         Em seguida, iremos ver o nosso Senhor, a fim de conhecê-Lo como Ele é. No Reino iremos nos assentar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó e descobrir a razão de tudo. No Monte da Transfiguração, Moisés e Elias apareceram em glória, com a mesma identidade que tiveram aqui na Terra, tendo sido facilmente reconhecidos pelos discípulos de Jesus. Também, todos os personagens dignos do Novo Testamento sobre quem temos lido e cujas palavras nos têm edificado, serão reconhecidos. Vai ser muito interessante escutar o que eles terão a nos contar sobre particularidades de suas vidas,  que ainda não havíamos conhecido. Vamos escutar Enoque sobre a sua longevidade (365 anos de vida) e o seu andar com Deus, antes de ser arrebatado. Abraão vai nos falar do seu chamado da terra dos caldeus para formar uma nova nação destinada a servir ao Senhor, de quem ele foi chamado “Amigo”. Será bom escutar Moisés narrando o sofrimento do seu povo no Egito, antes do Êxodo, quando ele preferiu “ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hebreus 11:25-16).  E escutar Davi, rei e profeta em Israel, falando de como compôs os seus maravilhosos salmos. Ouvir Daniel narrando como foi atirado à cova dos leões, onde o Anjo do Senhor ficou ao seu lado.  Escutar Isaías contando como escreveu o capítulo 53 do seu livro, predizendo as aflições de Cristo, nosso Salvador. Vai ser maravilhoso encontrar Pedro, Paulo e João, além dos outros santos do Novo Testamento, principalmente os que sofreram o martírio, por amor a Cristo e ao Seu Evangelho. O mundo jamais foi digno dos santos desse quilate!

        Cada filho do Pai Celeste tem uma identidade exclusiva. Em Cristo nada se perde, pois nEle sempre houve o SIM! Além de reconhecíveis, todos nós nos alegraremos no Senhor, e seremos mais belos em nossos corpos gloriosos! Quando Cristo voltar, Ele será o mesmo Jesus que subiu ao Céu na beleza da ressurreição, com um corpo glorificado e mais resplandecente do que o sol. Ele terá o mesmo rosto amado, embora revestido de saúde e esplendor. Na parábola vemos que Lázaro foi reconhecido facilmente pelo homem rico, quando estava no seio de Abraão. (Lucas 16:19-31)

         Paulo diz, na 1 Coríntios 13:12: “Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido”. E na 1 Tessalonicenses 2:19, ele indaga: “Porque, qual é a nossa esperança, ou gozo, ou coroa de glória? Porventura não o sois vós também diante de nosso Senhor Jesus Cristo em sua vinda?” A esperança de Paulo era encontrar os tessalonicenses e para que houvesse alegria, eles precisariam se conhecer!

         “Veremos com alegria  e contentamento para nós mesmos, diante do trono, as pessoas que amamos e ali conheceremos como somos conhecidos. Então, a canção dos redimidos vai ressoar, pois as sombras da morte já passaram e raiou o sol eterno da felicidade com Cristo”.

 

O Tempo de Sua Vinda


 “E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder”. (Atos 1:7).

        “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.  (Tiago 5:8).

        “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”.  (2 Timóteo 3:1).

“Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã” (Marcos 13:35). “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Marcos 13:32). Alguns líderes de seitas marcaram a data da volta do Senhor e sempre erraram. Somente o Pai conhecia a data exata, antes de Jesus ser glorificado; mas hoje, na glória, Cristo já deve conhecer. Contudo, os sinais são tão evidentes que podemos supor que a Sua vinda está mais próxima do que se imagina. O Arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Mas que a ansiedade pela Sua vinda não nos faça parar com os empreendimentos normais, principalmente com os que se referem à pregação do Evangelho, achando que Ele está às portas. Ao contrário devemos nos encher de mais energia, trabalhando mais devotadamente, andando em santa piedade, pois: “Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim” (Mateus 24:46).

         Quanto aos nossos bens e propriedades, o governo vai tomar conta deles [e já não precisaremos pagar tantos impostos]. E se pudermos nos desfazer de uma boa parte, já agora, poderemos usar os valores para incrementar a difusão do Evangelho. Assim, teremos seguido o conselho do Senhor, conforme Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”.

         “Não sei se Ele voltará esta noite, ou amanhã de manhã, ou à tarde, mas sei que uma brisa suave vai soprar e os dias quentes já não vão nos oprimir.  Sei que nossas almas não podem duvidar de Sua promessa, pois Ele voltará, antes que desabrochem novas flores, que o Céu mude de cor com o vento soprando levemente, sussurrando: “Ele vai voltar! Não sei quando os Seus pés vão aparecer, repletos de glória e aurífero fulgor. Só sei que todos os salvos vão sair dos túmulos, cheios de alegria num corpo especial, conforme nos garante a fé... Ele não vai demorar”

 

Características dos que Amam a Verdade


Piedade - (Tito 2:12-13) “Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo”.

Vigília - (1 Tessalonicenses 5:6) “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios”.

Prontidão -  (1 Pedro 1:13) “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo.”

Santidade - (1 João 3:3) - “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro”.

Alegria - (1 Pedro 1:8) - “Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso”.

Mortificação - (Colossenses 3:4-5) - “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai , pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

Paciência - (Tiago 5:8) - “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

 

            Vamos esperar que chegue logo o dia alegre, consagrando-nos com dedicação, palmilhando o caminho estreito; evangelizando os perdidos, pelos quais o Senhor deu Sua vida, para o dia da coroação, que aos poucos, está chegando”.

 

Escarnecedores - (2 Pedro 3:3-4) - “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

(1 Timóteo 4:1) - “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.

         Especialmente, nestes últimos cem anos, a verdade sobre a vinda do Senhor, que havia sido esquecida, voltou a ser considerada e revivida. Ente os cristãos de todas as denominações, esta gloriosa esperança tem sido alegremente recebida por muitos e em suas vidas o afeito abençoado tem sido visto, no zelo e na devoção a Cristo, com a separação deste mundo e dos seus malignos caminhos.  À pregação do Evangelho tem-se dado maior empenho e muitos convertidos têm testemunhado que esta verdade os despertou para descobrirem o perigo em que se encontravam e a necessidade da salvação, a começar deste autor.

        Não seria surpresa que Satanás deixasse de desafiar esta bem-aventurada esperança. As zombarias e a indiferença têm sido mais que amplamente usadas. E quando alguém desiste de acreditar na volta de Cristo, começa a se envolver nos valores do mundo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1 Timóteo 6:9-10).

         Devemos nos preparar para enfrentar os escarnecedores da fé, com a esperança que guardamos em nossos corações redimidos. Não se trata apenas de uma suposição, pois o Espírito já nos alertou sobre o assunto, conforme a 1 Timóteo 4:1. Também o Senhor nos avisou, conforme Mateus 24:48: “Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá...”

         Não existe conselho algum nas Escrituras para que percamos nossa alegria espiritual, ou para que relaxemos e nos descuidemos em nosso modo de viver.

         “O silêncio de Deus era quebrado, não importa o que os escarnecedores tenham a dizer. Quando o próprio Senhor descer para os Seus, arrebatando-nos da Terra, Ele estará cumprindo Sua promessa. Deixemos os escarnecedores de lado, falando o que bem quiserem falar”.

 

Passará a Igreja pela Grande Tribulação?


            A Tribulação será o tempo em que Deus vai derramar o Seu terrível julgamento sobre o mundo ímpio. Antes de iniciar Sua vingança, Ele vai levar a igreja para o Céu, pois ela é Sua Noiva, o objeto do Seu amor. No Céu os eleitos se refugiarão, a fim de não sofrerem os castigos que cairão sobre o mundo (Gálatas 1:4). Quando julgamento veio sobre o mundo antigo, ele não aconteceu antes que a fabricação da Arca fosse concluída, na qual Deus iria guardar Noé e sua família. Na destruição de Sodoma e Gomorra, nada pôde ser feito, antes que e suas filhas saíssem da cidade, rumo a Zoan. Como foi nos dias de Noé, de Ló, assim será, diz o Senhor, quando Ele voltar. Primeiro, Ele vai levar os salvos; depois os justos castigos cairão sobre o mundo mau.

         Os embaixadores são chamados aos países, antes que se iniciem as hostilidades. “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5:20) entre as nações e o fim da atual era da graça e da salvação pela fé em Cristo será sinalizado pelo arrebatamento dos salvos, quando o Senhor Jesus descer, “nos ares”. Mateus 24 e outras passagens semelhantes são especialmente dirigidas aos judeus, com referências específicas à cidade de Jerusalém, a Israel e ao cativeiro. [O grande erro dos reconstrucionistas é tomar para eles as promessas feitas exclusivamente aos judeus]. Os sofrimentos dos judeus, na grande dispersão vão culminar na Grande Tribulação. Este será “um tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7), devendo funcionar como um fogo purificador dos seus pecados, [visto como recusaram a purificação pelo sangue de Cristo]. Não apenas os judeus vão passar pela Grande Tribulação, mas também as nações ímpias (Salmo 75:8). Judeus e gentios, do mesmo modo, vão sofrer pela sua rejeição a Cristo como o Salvador do mundo. A Grande Tribulação não será destinada à igreja, a Noiva de Cristo: “Quem é esta que ao deserto vem, encostada ao seu amado? (Cantares 8:5). É verdade que Ele disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33), mas este sofrimento será por amor dEle, da parte da geração hostil ao Evangelho, não pela Grande Tribulação.

         No capítulo 7 do Livro do Apocalipse, o Apóstolo João vê uma grande multidão “dos que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes  e as branquearam no sangue do Cordeiro” (verso 14).  A igreja sobre a qual  João havia falado no capítulo 5 não mostra esses salvos da Grande Tribulação, os crentes que se converteram através do Evangelho pregado pelos judeu que não aceitaram a marca da Besta nem adoraram a sua imagem.  Eles servirão a Cristo em Seu Reinado na Terra, quando a igreja também estará reinando com o Senhor. Há muito tempo, um peregrino já visualizava o final de sua viagem:

         “Um com Cristo - Bem-vindos à cidade de ouro, onde por mim Ele passou dentro da glória, do abismo para as alturas. Também a alegria está vindo abençoada, com o mistério do que beija e o encontro do Filho com o Pai inunda a minha alma da bênção que me dá as boas vindas. Meu para sempre é este Lar eterno, onde e quando todas as andanças terminam. Ali, certamente, hei de chegar. Deus, meu Pai, vai me aguardar, para me saudar como um filho, no qual Ele se deleita, através do tão amado Filho, agora apresentado imaculado à Sua vista”.

 

O Tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10)


     Após um encontro de inexcedível alegria, “nos ares”, com Cristo e os salvos, haverá a instalação do Tribunal de Cristo.  Não se trata do Julgamento do Grande Trono Branco, citado em Apocalipse 20. Os que vão sofrer este julgamento são os incrédulos falecidos, do primeiro ao último pecador impenitente.  Este julgamento vai acontecer no final do Milênio: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.  (Romanos 14:11-12).

       No Tribunal de Cristo a questão da salvação eterna não será questionada, visto já ter sido resolvida na cruz do Calvário, para todos os crentes em Cristo. Hebreus 10:14-17 diz: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: e jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades”.

         Quanta paz e alegria nos dão estas palavras! Porém, alguns vão indagar: “Eu creio nisto, mas o que dizer dos pecados cometidos depois que me tornei um cristão? Eles vão aparecer no Tribunal de Cristo, mesmo que Ele já os tenha perdoado?”

         Todos os pecados da igreja estavam no futuro, quando Cristo morreu por eles - os pecados passados, presentes e futuros. Seu sangue precioso foi suficiente para cobrir todos os pecados do mundo, de modo que o perdão completo e perfeito foi concedido, sem reserva alguma, a todos nós que cremos, e a todo pecador que confessar os seus pecados, conforme a 1 João 1:9,7: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça... O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.

         No Tribunal de Cristo nenhum pecado será exposto, pois todos já foram atirados ao mar do esquecimento divino. Mas, se os pecados foram cometidos contra o próximo, precisamos procurar a pessoa ofendida e pedir perdão em o Nome de Jesus. Se não forem esclarecidos agora, nosso castigo será a perda dos galardões, mas sem condenação alguma de nossas almas. [Nota: Meu galardão vai ser ZERO!]

Somente nesta vida o Pai vai nos disciplinar por causa dos nossos pecados e Ele tem muitas maneiras de fazê-lo: “Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”  (1 Coríntios 11:32).

         No final da existência da igreja, quando formos arrebatados, ninguém será julgado para condenação, pois somente os salvos serão arrebatados em corpos glorificados e então estaremos completos em Cristo. Não é o que eu sou nem o que eu possa fazer, mas o que Ele é e o que Ele fez. Isto é o quevai me salvar da ira vindoura. Que maravilhosa salvação e como é indescritível a graça de Deus em nosso favor!

         Então qual é o objetivo do Tribunal de Cristo? Somos despenseiros da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4:10) e se nos foram concedidos os depósitos desta maravilhosa graça, devemos usá-los exclusivamente para a Sua glória, visando o bem do próximo e o progresso de Sua obra aqui na Terra. A grande comissão que Ele nos deu foi a de pregar o evangelho a toda criatura. Devemos usar para isso os nossos talentos e habilidades, nosso dinheiro e tudo que possamos ter, pois tudo Ele nos deu visando a Sua glória; nada é nosso e somos apenas Seus mordomos.

         “Toda a minha vida, Senhor, a Ti consagro. Toma meus talentos e usa-os, conforme Te aprouver.Toma a minha prata e o meu ouro que eu não guarde coisa alguma. Todo o meu amor, Senhor meu, coloco aos Teus pés. Toma a mim mesmo, para que eu seja somente teu”.

Somente enquanto vivemos na Terra, poderemos ajuntar tesouros no Céu, os quais nos garantirão uma posição de honra e confiança, na glória vindoura.  Perder os galardões celestiais, por avareza ou negligência na conduta, vivendo para nós mesmos,  em vez de vivermos para Deus, será uma perda imensurável, que jamais poderá ser reparada e somente será compreendida, quando estivermos com Ele. Vale a pena deixar de escutar esta frase? “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

         Todos os redimidos compartilharão igualmente do amor do Pai e dos muitos gloriosos privilégios do lindo Lar celestial, porém os galardões e os lugares de honra serão destinados àqueles que os mereceram, na mesma proporção de sua fidelidade na obra.

         Conforme a 1 Coríntios 3:10-15, as obras dos crentes passarão por este critério:

        “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

           

Quem for Mestre


        A obrigação precípua do mestre cristão é pregar a sã doutrina, obedecendo estritamente a Palavra de Deus, a qual é clara e perfeita: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”  (2 Timóteo 3:16-17).

         Assim como o construtor de uma casa segue literalmente a planta do arquiteto, também o mestre deve seguir a Palavra de Deus em sua função de evangelista, jamais se desviando da mesma, a fim de que não venha a construir um edifício defeituoso, o qual poderá desabar sobre a sua  própria cabeça. É disto que o Tribunal de Cristo vai tratar, avaliando, principalmente, a obra de cada mestre, pois “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3:1).

         À medida em que se aproximam os tempos do fim, a admoestação de Paulo, na 2 Timóteo 2:15 se torna mais oportuna:

        “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

         E em Judas 3 está escrito: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

         O Senhor já sabia da situação do mundo, nos tempos do fim, tendo indagado, conforme registro em Lucas 18:8-b: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

         Será enorme o galardão dos que fizerem a obra segundo o padrão divino, a fim de merecer galardões de ouro, prata... ou de madeira ou feno, se fizerem sua obra visando recompensas materiais aqui na Terra.

         Cada um tenha cuidado sobre como está vivendo, deixando de atender ao conselho que o Senhor nos deu, conforme Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. As coisas só devem nos interessar, quando comparadas à luz da Bíblia, pois, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:23-25).

        Devemos colocar o melhor de nós em tudo que fizermos, quer seja uma obra pequena ou grande, pois ao Senhor importa a qualidade, não a quantidade. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (1 Coríntios 4:5).

         Seremos julgados pelo nosso testemunho de vida, pelas nossas obras na vida familiar e social, na pregação do evangelho, pois o nosso serviço aqui na Terra será aprovado ou condenado, conforme o padrão divino. Nossos erros serão corrigidos, os julgamentos errôneos serão revertidos, as incompreensões serão esclarecidas, as tentativas egoístas de imputar falsidade ou o mal, onde estes não existem, serão denunciadas. Os meios, palavras e intenções serão todos expostos à verdadeira luz, revelando o caráter de cada despenseiro da Palavra.

         Logo que todas as coisas estiverem resolvidas, cada crente vai receber o que merece. Muitas lágrimas vão correr nas faces de alguns, antes que a glória eterna lhes seja propiciada. Depois disso, nenhuma nuvem vai surgir em nosso firmamento e nenhuma questão pendente será levantada, para minar a alegria do cristão salvo. Este será um dia feliz, com o sol da justiça brilhando no horizonte, sem sombra alguma que venha perturbar nossa felicidade.

         Demos graças ao Pai porque Ele nos permitiu chegar ao do Tribunal de Cristo.

         Como será glorioso ver tudo que o Seu povo tem sofrido por amor a Ele, ver suas obras de fé e amor, abençoadas obras realizadas para Ele, nada sendo omitido, nem mesmo um copo dágua que se tenha dado a quém dele precisou (Mateus 9:41). Como tudo vai resplandecer naquele dia e quão imensuráveis serão o louvor e a comemoração do Senhor na plenitude da alegria do Seu coração. Tudo isso vai significar mais para cada santo do que a mente poderia captar sobre todas as coisas que foram feitas através do corpo. Veremos Sua estimativa correta do valor de cada obra nossa, conforme Sua vontade, sem um resquício de inveja daqueles que estarão recebendo mais honras do que nós. Perfeitamente felizes, todos os santos estarão ali reunidos, para sempre.

        “Quando Jesus vier para galardoar os Seus servos, quer seja manhã, à tarde ou à noite,  quem for fiel a Ele e estará vigiando, com as lâmpadas brilhando claramente! Será que temos sido fiéis à Palavra que Ele nos deixou? Será que tentamos fazer o melhor? Se em coisa alguma o nosso coração não nos condenar, então podemos descansar em paz”.

 

A Ceia das Bodas do Cordeiro


        “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:7-9).

 

         Após o Julgamento no Tribunal de Cristo, e quando tudo for encerrado para a Sua glória, haverá no céu um evento chamado a Ceia das Bodas do Cordeiro. Nada igual jamais aconteceu antes e nada também vai acontecer. Esta jamais terá paralelo em magnificência, glória e significação, quer seja no tempo ou na eternidade. O empenho de Deus é celebrar as Bodas do Filho Amado com a Sua Noiva, que Ele tanto amou e por quem deu Sua preciosa vida. “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? ... De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim?” (Ester 6:6).

         O Deus Eterno vai honrar Aquele que veio ao mundo em Seu nome, o Homem-Deus Jesus Cristo, que sofreu e morreu na cruz em favor da humanidade pecadora. A celebração será conforme o merecimento do nosso Deus e grande Salvador, diante de Pai.

         Embora pouco se tenha escrito sobre a Ceia das Bodas do Cordeiro, existe muito material de onde se pode retirar uma idéia da mesma, sem qualquer rasgo de imaginação. O Senhor será visto em toda a Sua beleza divina, indizivelmente mais perfeita do que a beleza humana, com a graça derramada em Seus lábios, Sua face mais resplandecente que o Sol; suas vestes brancas e brilhantes, recendendo a mirta, aloés e  acácia, Sua voz como o som de muitas águas. Estas são expressões bíblicas que a Ele se referem, dando-nos alguma ideia da beleza do Noivo, por Quem nossa alma tanto anseia (Leiam Apocalipse 1-7; Mateus  17 e Salmo 45).

         A Noiva (a Igreja) ornada com toda a beleza do Senhor, está sentada à Sua direita (Salmo 45:9), toda gloriosa interiormente, com as vestes bordadas em ouro de Ofir, “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:17). Que sejam ambos bem acompanhados pelos anjos do Pai. Sobre a Noiva, Cristo vai testificar:  “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha” (Cantares 4:7).  Ele dirá também: “E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS” (Ezequiel 16:14).  A Noiva será revestida com a “justiça dos santos”. De um modo ou de outro, ela será refletida em cada santo, conforme o que foi declarado no Tribunal de Cristo, como os seus “atos de justiça”. Este adorno especial vai resplandecer com glória, para sempre, diferindo em natureza e brilho, conforme o valor que o Senhor lhe houver concedido.

         Haverá muitos convidados à Ceia. Quem serão eles? Uma grande multidão dos santos do Velho Testamento, compartilhando da primeira ressurreição, na vinda de Cristo, os quais não fazem parte da igreja. Eles são os amigos do Noivo, como João Batista disse de Si mesmo: (João 3:29) e como Deus falou de Abraão (2 Crônicas 20:7). Podemos garantir que esta multidão de santos será chamada e honrada como convidada à Ceia das Bodas do Cordeiro.

         Haverá uma legião incontável (miríades), de seres belos e perfeitos, os quais jamais pecaram. Eles vivem para executar as ordens do seu Criador. “Como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:12) será a multidão dos redimidos presentes à Ceia das Bodas do Cordeiro. A magnitude dessa multidão está além do que a nossa imaginação possa captar.

         Deus nos fala em linguagem e termos adaptáveis à nossa inteligência humana, a fim de mostrar as coisas celestiais, porém essas coisas excedem em muito a tudo que a mente humana possa imaginar. Podemos imaginar que a Ceia se assemelhe a um banquete oferecido por um grande potentado terreno, mas numa escala totalmente superior em esplendor, grandeza e custo. Contudo, mesmo que possamos aplicar esta comparação, a diferença da grandeza desse evento será tão grande como a diferença entre o Céu e a Terra, entre Deus e o homem. Poderíamos repetir as palavras da Rainha de Sabá: “Eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi” (1 Reis 10:7-b).

A única certeza é a de que todos os presentes ficarão extasiados com a apresentação da Ceia e com o louvor cantado ao nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, pelas maravilhas do Seu amor derramado na cruz.

         Após a Ceia, nosso amoroso Salvador contemplará Sua Noiva e a assembléia dos convidados, como o fruto de Sua obra na cruz, ficará satisfeito e Sua Noiva, também. (Isaías 53:11; Salmo 17:15). Esta será uma alegria repleta de “gozo inefável e glorioso” (1 Pedro 1:8), “com alegria, perante a sua glória” (Judas 24). E mais: “Ele (Cristo) se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Deus Pai vai organizar tudo conforme a Sua vontade, para honrar o Filho Amado. Nada faltará em matéria de riqueza, glória e majestade, com o “vinho real” (alegria divina) em abundância. Nesse evento, a Escritura terá o seu perfeito cumprimento, segundo Cantares 2:3-4: “Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor”.

 

         “Filha do Pai Eterno, Noiva do Filho Eterno, agraciada com alegria superior à dos anjos mais próximos do Seu trono; eles, os ministros assistindo ao Seu Amado; todas as honras agora são minhas, andando com o meu Senhor em glória, através das cortes divinas; Sou rainha, dentro do plano real, e Cristo é meu Noivo, para sempre!”.

 

Reinando com Cristo


Isso acontecerá logo que Cristo voltar da Ceia das Bodas do Cordeiro, acompanhado dos Seus anjos e dos redimidos. (Apocalipse 19:11-14), para lutar contra os inimigos do Seu povo e vencer todos eles.

Após a batalha do Armagedom, quando Cristo destruir os Seus inimigos, todas as nações do mundo se dobrarão diante dEle e serão julgadas, no Grande Trono Branco, conforme a maneira como trataram os seus “pequeninos irmãos” (os judeus), durante a Grande Tribulação. (Mateus 25:31-46).

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”  (Mateus 13:41-43).

As Escrituras são abundantes nas profecias referentes ao reino vindouro e ao fato de que os salvos reinarão com Cristo, em Sua vinda. A glória e a prosperidade do Reino Milenial vão sobrepujar tudo que já foi visto na Terra. O reinado do Rei Salomão foi magnificente, mas nada será, quando comparado ao Reinado Milenial de Cristo, do mesmo modo como uma vela empalidece diante do fulgor do sol, em toda a sua força. A Terra inteira será subjugada e todas as nações, povos e línguas irão se dobrar diante do cetro divino do Senhor Jesus Cristo. O grande inimigo de Deus e do homem, instigador do pecado, será preso num abismo durante o Reinado Milenial, para não mais perturbar a paz e a prosperidade e espiritual do povo de Deus. (Apocalipse 20:11). A Terra colherá seus frutos em abundância e o deserto florescerá, maravilhosamente! As doenças serão reduzidas ao mínimo [pois onde não floresce o pecado a doença não tem vez]. A morte  vai ter pouco o que ceifar, pois as pessoas terão quase a longevidade do tempo pré-diluviano. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”. (Habacuque 2:14).

Israel será reinstalado no favor divino e novamente possuirá toda extensão de terra, conforme foi prometida a Abraão [e conquistada para o trono de Salomão pela espada de Davi e seus guerreiros, sem os árabes e outros inimigos perseguindo-o, como tem acontecido nos últimos 70 anos]. Em vez de ser cauda das nações, os judeus serão a cabeça, pois de Jerusalém sairá uma bênção para o mundo inteiro, quando na Cidade do Grande Rei for estabelecido o governo universal de Cristo. Este será o tempo do “Jeovah Shammach” (O Senhor está ali). “Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó. (Isaías 14:11) ... “Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro” (1 Reis 5:4).

Após a Ceia das Bodas do Cordeiro, com todo o festejo celestial, o Filho de Deus receberá do Pai o Reino que Lhe foi preparado, conforme Daniel 7:14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. Para uma visão mais compreensiva das glórias do futuro Reino Milenial, devemos ler os salmos 72, 97, 98, 99 e 100. Os reinos deste mundo estarão nas mãos de Satanás, o usurpador, o qual vai desafiar o poder de Deus. Contudo, este poder será quebrado, bem como todos os poderes rebeldes da Terra. Em apocalipse 1:7, lemos: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. E todos os Seus inimigos se lamentarão.

 

“Cabeça da nova criação, Filho do Deus vivo, Capitão da salvação, por nós derramaste o Teu precioso sangue... Emanuel, Filho de Davi, bendita semente da mulher, esmagaste a cabeça do dragão. A cruz e a vergonha já passaram e a salvação de todos os que Te seguem, conquistados pelo Teu amor, agora é o Teu bendito espólio. A fama de Tuas realizações maravilhosas chegou até nós, através da Tua Palavra Santa, e também aos que buscam a Verdade que liberta do engodo político e religioso.

Brevemente os Céus Te revelarão em toda a Tua glória, na glória do Teu Pai e dos anjos que Te servem. Então, a igreja, Tua Noiva, reinará contigo, no trono de Jerusalém, e tudo será belo e radioso, à vista de todos. Ali não haverá noite, nem lágrimas, nem tristeza, nem dor.

Que maravilha! Jesus Cristo vem com os anjos, nas nuvens do Céu, e todos O verão: até mesmo os pecadores incrédulos e os assassinos. Ele virá para os homens e mulheres que assistirão ao Seu triunfo; Ele virá para nos reunir. Que todos nós possamos adorá-Lo no trono eterno, em poder e glória, e que Ele venha bem depressa! Maranata!”

 
o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso”.

Mortificação - (Colossenses 3:4-5) - “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai , pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

Paciência - (Tiago 5:8) - “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

 

            Vamos esperar que chegue logo o dia alegre, consagrando-nos com dedicação, palmilhando o caminho estreito; evangelizando os perdidos, pelos quais o Senhor deu Sua vida, para o dia da coroação, que aos poucos, está chegando”.

 

Escarnecedores - (2 Pedro 3:3-4) - “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

(1 Timóteo 4:1) - “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.

         Especialmente, nestes últimos cem anos, a verdade sobre a vinda do Senhor, que havia sido esquecida, voltou a ser considerada e revivida. Ente os cristãos de todas as denominações, esta gloriosa esperança tem sido alegremente recebida por muitos e em suas vidas o afeito abençoado tem sido visto, no zelo e na devoção a Cristo, com a separação deste mundo e dos seus malignos caminhos.  À pregação do Evangelho tem-se dado maior empenho e muitos convertidos têm testemunhado que esta verdade os despertou para descobrirem o perigo em que se encontravam e a necessidade da salvação, a começar deste autor.

        Não seria surpresa que Satanás deixasse de desafiar esta bem-aventurada esperança. As zombarias e a indiferença têm sido mais que amplamente usadas. E quando alguém desiste de acreditar na volta de Cristo, começa a se envolver nos valores do mundo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1 Timóteo 6:9-10).

         Devemos nos preparar para enfrentar os escarnecedores da fé, com a esperança que guardamos em nossos corações redimidos. Não se trata apenas de uma suposição, pois o Espírito já nos alertou sobre o assunto, conforme a 1 Timóteo 4:1. Também o Senhor nos avisou, conforme Mateus 24:48: “Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá...”

         Não existe conselho algum nas Escrituras para que percamos nossa alegria espiritual, ou para que relaxemos e nos descuidemos em nosso modo de viver.

         “O silêncio de Deus era quebrado, não importa o que os escarnecedores tenham a dizer. Quando o próprio Senhor descer para os Seus, arrebatando-nos da Terra, Ele estará cumprindo Sua promessa. Deixemos os escarnecedores de lado, falando o que bem quiserem falar”.

 

Passará a Igreja pela Grande Tribulação?


            A Tribulação será o tempo em que Deus vai derramar o Seu terrível julgamento sobre o mundo ímpio. Antes de iniciar Sua vingança, Ele vai levar a igreja para o Céu, pois ela é Sua Noiva, o objeto do Seu amor. No Céu os eleitos se refugiarão, a fim de não sofrerem os castigos que cairão sobre o mundo (Gálatas 1:4). Quando julgamento veio sobre o mundo antigo, ele não aconteceu antes que a fabricação da Arca fosse concluída, na qual Deus iria guardar Noé e sua família. Na destruição de Sodoma e Gomorra, nada pôde ser feito, antes que e suas filhas saíssem da cidade, rumo a Zoan. Como foi nos dias de Noé, de Ló, assim será, diz o Senhor, quando Ele voltar. Primeiro, Ele vai levar os salvos; depois os justos castigos cairão sobre o mundo mau.

         Os embaixadores são chamados aos países, antes que se iniciem as hostilidades. “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5:20) entre as nações e o fim da atual era da graça e da salvação pela fé em Cristo será sinalizado pelo arrebatamento dos salvos, quando o Senhor Jesus descer, “nos ares”. Mateus 24 e outras passagens semelhantes são especialmente dirigidas aos judeus, com referências específicas à cidade de Jerusalém, a Israel e ao cativeiro. [O grande erro dos reconstrucionistas é tomar para eles as promessas feitas exclusivamente aos judeus]. Os sofrimentos dos judeus, na grande dispersão vão culminar na Grande Tribulação. Este será “um tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7), devendo funcionar como um fogo purificador dos seus pecados, [visto como recusaram a purificação pelo sangue de Cristo]. Não apenas os judeus vão passar pela Grande Tribulação, mas também as nações ímpias (Salmo 75:8). Judeus e gentios, do mesmo modo, vão sofrer pela sua rejeição a Cristo como o Salvador do mundo. A Grande Tribulação não será destinada à igreja, a Noiva de Cristo: “Quem é esta que ao deserto vem, encostada ao seu amado? (Cantares 8:5). É verdade que Ele disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33), mas este sofrimento será por amor dEle, da parte da geração hostil ao Evangelho, não pela Grande Tribulação.

         No capítulo 7 do Livro do Apocalipse, o Apóstolo João vê uma grande multidão “dos que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes  e as branquearam no sangue do Cordeiro” (verso 14).  A igreja sobre a qual  João havia falado no capítulo 5 não mostra esses salvos da Grande Tribulação, os crentes que se converteram através do Evangelho pregado pelos judeu que não aceitaram a marca da Besta nem adoraram a sua imagem.  Eles servirão a Cristo em Seu Reinado na Terra, quando a igreja também estará reinando com o Senhor. Há muito tempo, um peregrino já visualizava o final de sua viagem:

         “Um com Cristo - Bem-vindos à cidade de ouro, onde por mim Ele passou dentro da glória, do abismo para as alturas. Também a alegria está vindo abençoada, com o mistério do que beija e o encontro do Filho com o Pai inunda a minha alma da bênção que me dá as boas vindas. Meu para sempre é este Lar eterno, onde e quando todas as andanças terminam. Ali, certamente, hei de chegar. Deus, meu Pai, vai me aguardar, para me saudar como um filho, no qual Ele se deleita, através do tão amado Filho, agora apresentado imaculado à Sua vista”.

 

O Tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10)


     Após um encontro de inexcedível alegria, “nos ares”, com Cristo e os salvos, haverá a instalação do Tribunal de Cristo.  Não se trata do Julgamento do Grande Trono Branco, citado em Apocalipse 20. Os que vão sofrer este julgamento são os incrédulos falecidos, do primeiro ao último pecador impenitente.  Este julgamento vai acontecer no final do Milênio: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.  (Romanos 14:11-12).

       No Tribunal de Cristo a questão da salvação eterna não será questionada, visto já ter sido resolvida na cruz do Calvário, para todos os crentes em Cristo. Hebreus 10:14-17 diz: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: e jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades”.

         Quanta paz e alegria nos dão estas palavras! Porém, alguns vão indagar: “Eu creio nisto, mas o que dizer dos pecados cometidos depois que me tornei um cristão? Eles vão aparecer no Tribunal de Cristo, mesmo que Ele já os tenha perdoado?”

         Todos os pecados da igreja estavam no futuro, quando Cristo morreu por eles - os pecados passados, presentes e futuros. Seu sangue precioso foi suficiente para cobrir todos os pecados do mundo, de modo que o perdão completo e perfeito foi concedido, sem reserva alguma, a todos nós que cremos, e a todo pecador que confessar os seus pecados, conforme a 1 João 1:9,7: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça... O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.

         No Tribunal de Cristo nenhum pecado será exposto, pois todos já foram atirados ao mar do esquecimento divino. Mas, se os pecados foram cometidos contra o próximo, precisamos procurar a pessoa ofendida e pedir perdão em o Nome de Jesus. Se não forem esclarecidos agora, nosso castigo será a perda dos galardões, mas sem condenação alguma de nossas almas. [Nota: Meu galardão vai ser ZERO!]

Somente nesta vida o Pai vai nos disciplinar por causa dos nossos pecados e Ele tem muitas maneiras de fazê-lo: “Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”  (1 Coríntios 11:32).

         No final da existência da igreja, quando formos arrebatados, ninguém será julgado para condenação, pois somente os salvos serão arrebatados em corpos glorificados e então estaremos completos em Cristo. Não é o que eu sou nem o que eu possa fazer, mas o que Ele é e o que Ele fez. Isto é o quevai me salvar da ira vindoura. Que maravilhosa salvação e como é indescritível a graça de Deus em nosso favor!

         Então qual é o objetivo do Tribunal de Cristo? Somos despenseiros da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4:10) e se nos foram concedidos os depósitos desta maravilhosa graça, devemos usá-los exclusivamente para a Sua glória, visando o bem do próximo e o progresso de Sua obra aqui na Terra. A grande comissão que Ele nos deu foi a de pregar o evangelho a toda criatura. Devemos usar para isso os nossos talentos e habilidades, nosso dinheiro e tudo que possamos ter, pois tudo Ele nos deu visando a Sua glória; nada é nosso e somos apenas Seus mordomos.

         “Toda a minha vida, Senhor, a Ti consagro. Toma meus talentos e usa-os, conforme Te aprouver.Toma a minha prata e o meu ouro que eu não guarde coisa alguma. Todo o meu amor, Senhor meu, coloco aos Teus pés. Toma a mim mesmo, para que eu seja somente teu”.

Somente enquanto vivemos na Terra, poderemos ajuntar tesouros no Céu, os quais nos garantirão uma posição de honra e confiança, na glória vindoura.  Perder os galardões celestiais, por avareza ou negligência na conduta, vivendo para nós mesmos,  em vez de vivermos para Deus, será uma perda imensurável, que jamais poderá ser reparada e somente será compreendida, quando estivermos com Ele. Vale a pena deixar de escutar esta frase? “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

         Todos os redimidos compartilharão igualmente do amor do Pai e dos muitos gloriosos privilégios do lindo Lar celestial, porém os galardões e os lugares de honra serão destinados àqueles que os mereceram, na mesma proporção de sua fidelidade na obra.

         Conforme a 1 Coríntios 3:10-15, as obras dos crentes passarão por este critério:

        “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

           

Quem for Mestre


        A obrigação precípua do mestre cristão é pregar a sã doutrina, obedecendo estritamente a Palavra de Deus, a qual é clara e perfeita: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”  (2 Timóteo 3:16-17).

         Assim como o construtor de uma casa segue literalmente a planta do arquiteto, também o mestre deve seguir a Palavra de Deus em sua função de evangelista, jamais se desviando da mesma, a fim de que não venha a construir um edifício defeituoso, o qual poderá desabar sobre a sua  própria cabeça. É disto que o Tribunal de Cristo vai tratar, avaliando, principalmente, a obra de cada mestre, pois “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3:1).

         À medida em que se aproximam os tempos do fim, a admoestação de Paulo, na 2 Timóteo 2:15 se torna mais oportuna:

        “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

         E em Judas 3 está escrito: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

         O Senhor já sabia da situação do mundo, nos tempos do fim, tendo indagado, conforme registro em Lucas 18:8-b: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

         Será enorme o galardão dos que fizerem a obra segundo o padrão divino, a fim de merecer galardões de ouro, prata... ou de madeira ou feno, se fizerem sua obra visando recompensas materiais aqui na Terra.

         Cada um tenha cuidado sobre como está vivendo, deixando de atender ao conselho que o Senhor nos deu, conforme Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. As coisas só devem nos interessar, quando comparadas à luz da Bíblia, pois, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:23-25).

        Devemos colocar o melhor de nós em tudo que fizermos, quer seja uma obra pequena ou grande, pois ao Senhor importa a qualidade, não a quantidade. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (1 Coríntios 4:5).

         Seremos julgados pelo nosso testemunho de vida, pelas nossas obras na vida familiar e social, na pregação do evangelho, pois o nosso serviço aqui na Terra será aprovado ou condenado, conforme o padrão divino. Nossos erros serão corrigidos, os julgamentos errôneos serão revertidos, as incompreensões serão esclarecidas, as tentativas egoístas de imputar falsidade ou o mal, onde estes não existem, serão denunciadas. Os meios, palavras e intenções serão todos expostos à verdadeira luz, revelando o caráter de cada despenseiro da Palavra.

         Logo que todas as coisas estiverem resolvidas, cada crente vai receber o que merece. Muitas lágrimas vão correr nas faces de alguns, antes que a glória eterna lhes seja propiciada. Depois disso, nenhuma nuvem vai surgir em nosso firmamento e nenhuma questão pendente será levantada, para minar a alegria do cristão salvo. Este será um dia feliz, com o sol da justiça brilhando no horizonte, sem sombra alguma que venha perturbar nossa felicidade.

         Demos graças ao Pai porque Ele nos permitiu chegar ao do Tribunal de Cristo.

         Como será glorioso ver tudo que o Seu povo tem sofrido por amor a Ele, ver suas obras de fé e amor, abençoadas obras realizadas para Ele, nada sendo omitido, nem mesmo um copo dágua que se tenha dado a quém dele precisou (Mateus 9:41). Como tudo vai resplandecer naquele dia e quão imensuráveis serão o louvor e a comemoração do Senhor na plenitude da alegria do Seu coração. Tudo isso vai significar mais para cada santo do que a mente poderia captar sobre todas as coisas que foram feitas através do corpo. Veremos Sua estimativa correta do valor de cada obra nossa, conforme Sua vontade, sem um resquício de inveja daqueles que estarão recebendo mais honras do que nós. Perfeitamente felizes, todos os santos estarão ali reunidos, para sempre.

        “Quando Jesus vier para galardoar os Seus servos, quer seja manhã, à tarde ou à noite,  quem for fiel a Ele e estará vigiando, com as lâmpadas brilhando claramente! Será que temos sido fiéis à Palavra que Ele nos deixou? Será que tentamos fazer o melhor? Se em coisa alguma o nosso coração não nos condenar, então podemos descansar em paz”.

 

A Ceia das Bodas do Cordeiro


        “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:7-9).

 

         Após o Julgamento no Tribunal de Cristo, e quando tudo for encerrado para a Sua glória, haverá no céu um evento chamado a Ceia das Bodas do Cordeiro. Nada igual jamais aconteceu antes e nada também vai acontecer. Esta jamais terá paralelo em magnificência, glória e significação, quer seja no tempo ou na eternidade. O empenho de Deus é celebrar as Bodas do Filho Amado com a Sua Noiva, que Ele tanto amou e por quem deu Sua preciosa vida. “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? ... De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim?” (Ester 6:6).

         O Deus Eterno vai honrar Aquele que veio ao mundo em Seu nome, o Homem-Deus Jesus Cristo, que sofreu e morreu na cruz em favor da humanidade pecadora. A celebração será conforme o merecimento do nosso Deus e grande Salvador, diante de Pai.

         Embora pouco se tenha escrito sobre a Ceia das Bodas do Cordeiro, existe muito material de onde se pode retirar uma idéia da mesma, sem qualquer rasgo de imaginação. O Senhor será visto em toda a Sua beleza divina, indizivelmente mais perfeita do que a beleza humana, com a graça derramada em Seus lábios, Sua face mais resplandecente que o Sol; suas vestes brancas e brilhantes, recendendo a mirta, aloés e  acácia, Sua voz como o som de muitas águas. Estas são expressões bíblicas que a Ele se referem, dando-nos alguma ideia da beleza do Noivo, por Quem nossa alma tanto anseia (Leiam Apocalipse 1-7; Mateus  17 e Salmo 45).

         A Noiva (a Igreja) ornada com toda a beleza do Senhor, está sentada à Sua direita (Salmo 45:9), toda gloriosa interiormente, com as vestes bordadas em ouro de Ofir, “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:17). Que sejam ambos bem acompanhados pelos anjos do Pai. Sobre a Noiva, Cristo vai testificar:  “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha” (Cantares 4:7).  Ele dirá também: “E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS” (Ezequiel 16:14).  A Noiva será revestida com a “justiça dos santos”. De um modo ou de outro, ela será refletida em cada santo, conforme o que foi declarado no Tribunal de Cristo, como os seus “atos de justiça”. Este adorno especial vai resplandecer com glória, para sempre, diferindo em natureza e brilho, conforme o valor que o Senhor lhe houver concedido.

         Haverá muitos convidados à Ceia. Quem serão eles? Uma grande multidão dos santos do Velho Testamento, compartilhando da primeira ressurreição, na vinda de Cristo, os quais não fazem parte da igreja. Eles são os amigos do Noivo, como João Batista disse de Si mesmo: (João 3:29) e como Deus falou de Abraão (2 Crônicas 20:7). Podemos garantir que esta multidão de santos será chamada e honrada como convidada à Ceia das Bodas do Cordeiro.

         Haverá uma legião incontável (miríades), de seres belos e perfeitos, os quais jamais pecaram. Eles vivem para executar as ordens do seu Criador. “Como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:12) será a multidão dos redimidos presentes à Ceia das Bodas do Cordeiro. A magnitude dessa multidão está além do que a nossa imaginação possa captar.

         Deus nos fala em linguagem e termos adaptáveis à nossa inteligência humana, a fim de mostrar as coisas celestiais, porém essas coisas excedem em muito a tudo que a mente humana possa imaginar. Podemos imaginar que a Ceia se assemelhe a um banquete oferecido por um grande potentado terreno, mas numa escala totalmente superior em esplendor, grandeza e custo. Contudo, mesmo que possamos aplicar esta comparação, a diferença da grandeza desse evento será tão grande como a diferença entre o Céu e a Terra, entre Deus e o homem. Poderíamos repetir as palavras da Rainha de Sabá: “Eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi” (1 Reis 10:7-b).

A única certeza é a de que todos os presentes ficarão extasiados com a apresentação da Ceia e com o louvor cantado ao nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, pelas maravilhas do Seu amor derramado na cruz.

         Após a Ceia, nosso amoroso Salvador contemplará Sua Noiva e a assembléia dos convidados, como o fruto de Sua obra na cruz, ficará satisfeito e Sua Noiva, também. (Isaías 53:11; Salmo 17:15). Esta será uma alegria repleta de “gozo inefável e glorioso” (1 Pedro 1:8), “com alegria, perante a sua glória” (Judas 24). E mais: “Ele (Cristo) se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Deus Pai vai organizar tudo conforme a Sua vontade, para honrar o Filho Amado. Nada faltará em matéria de riqueza, glória e majestade, com o “vinho real” (alegria divina) em abundância. Nesse evento, a Escritura terá o seu perfeito cumprimento, segundo Cantares 2:3-4: “Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor”.

 

         “Filha do Pai Eterno, Noiva do Filho Eterno, agraciada com alegria superior à dos anjos mais próximos do Seu trono; eles, os ministros assistindo ao Seu Amado; todas as honras agora são minhas, andando com o meu Senhor em glória, através das cortes divinas; Sou rainha, dentro do plano real, e Cristo é meu Noivo, para sempre!”.

 

Reinando com Cristo


Isso acontecerá logo que Cristo voltar da Ceia das Bodas do Cordeiro, acompanhado dos Seus anjos e dos redimidos. (Apocalipse 19:11-14), para lutar contra os inimigos do Seu povo e vencer todos eles.

Após a batalha do Armagedom, quando Cristo destruir os Seus inimigos, todas as nações do mundo se dobrarão diante dEle e serão julgadas, no Grande Trono Branco, conforme a maneira como trataram os seus “pequeninos irmãos” (os judeus), durante a Grande Tribulação. (Mateus 25:31-46).

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”  (Mateus 13:41-43).

As Escrituras são abundantes nas profecias referentes ao reino vindouro e ao fato de que os salvos reinarão com Cristo, em Sua vinda. A glória e a prosperidade do Reino Milenial vão sobrepujar tudo que já foi visto na Terra. O reinado do Rei Salomão foi magnificente, mas nada será, quando comparado ao Reinado Milenial de Cristo, do mesmo modo como uma vela empalidece diante do fulgor do sol, em toda a sua força. A Terra inteira será subjugada e todas as nações, povos e línguas irão se dobrar diante do cetro divino do Senhor Jesus Cristo. O grande inimigo de Deus e do homem, instigador do pecado, será preso num abismo durante o Reinado Milenial, para não mais perturbar a paz e a prosperidade e espiritual do povo de Deus. (Apocalipse 20:11). A Terra colherá seus frutos em abundância e o deserto florescerá, maravilhosamente! As doenças serão reduzidas ao mínimo [pois onde não floresce o pecado a doença não tem vez]. A morte  vai ter pouco o que ceifar, pois as pessoas terão quase a longevidade do tempo pré-diluviano. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”. (Habacuque 2:14).

Israel será reinstalado no favor divino e novamente possuirá toda extensão de terra, conforme foi prometida a Abraão [e conquistada para o trono de Salomão pela espada de Davi e seus guerreiros, sem os árabes e outros inimigos perseguindo-o, como tem acontecido nos últimos 70 anos]. Em vez de ser cauda das nações, os judeus serão a cabeça, pois de Jerusalém sairá uma bênção para o mundo inteiro, quando na Cidade do Grande Rei for estabelecido o governo universal de Cristo. Este será o tempo do “Jeovah Shammach” (O Senhor está ali). “Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó. (Isaías 14:11) ... “Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro” (1 Reis 5:4).

Após a Ceia das Bodas do Cordeiro, com todo o festejo celestial, o Filho de Deus receberá do Pai o Reino que Lhe foi preparado, conforme Daniel 7:14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. Para uma visão mais compreensiva das glórias do futuro Reino Milenial, devemos ler os salmos 72, 97, 98, 99 e 100. Os reinos deste mundo estarão nas mãos de Satanás, o usurpador, o qual vai desafiar o poder de Deus. Contudo, este poder será quebrado, bem como todos os poderes rebeldes da Terra. Em apocalipse 1:7, lemos: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. E todos os Seus inimigos se lamentarão.

 

“Cabeça da nova criação, Filho do Deus vivo, Capitão da salvação, por nós derramaste o Teu precioso sangue... Emanuel, Filho de Davi, bendita semente da mulher, esmagaste a cabeça do dragão. A cruz e a vergonha já passaram e a salvação de todos os que Te seguem, conquistados pelo Teu amor, agora é o Teu bendito espólio. A fama de Tuas realizações maravilhosas chegou até nós, através da Tua Palavra Santa, e também aos que buscam a Verdade que liberta do engodo político e religioso.

Brevemente os Céus Te revelarão em toda a Tua glória, na glória do Teu Pai e dos anjos que Te servem. Então, a igreja, Tua Noiva, reinará contigo, no trono de Jerusalém, e tudo será belo e radioso, à vista de todos. Ali não haverá noite, nem lágrimas, nem tristeza, nem dor.

Que maravilha! Jesus Cristo vem com os anjos, nas nuvens do Céu, e todos O verão: até mesmo os pecadores incrédulos e os assassinos. Ele virá para os homens e mulheres que assistirão ao Seu triunfo; Ele virá para nos reunir. Que todos nós possamos adorá-Lo no trono eterno, em poder e glória, e que Ele venha bem depressa! Maranata!”

 
o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso”.

Mortificação - (Colossenses 3:4-5) - “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai , pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

Paciência - (Tiago 5:8) - “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

 

            Vamos esperar que chegue logo o dia alegre, consagrando-nos com dedicação, palmilhando o caminho estreito; evangelizando os perdidos, pelos quais o Senhor deu Sua vida, para o dia da coroação, que aos poucos, está chegando”.

 

Escarnecedores - (2 Pedro 3:3-4) - “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

(1 Timóteo 4:1) - “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.

         Especialmente, nestes últimos cem anos, a verdade sobre a vinda do Senhor, que havia sido esquecida, voltou a ser considerada e revivida. Ente os cristãos de todas as denominações, esta gloriosa esperança tem sido alegremente recebida por muitos e em suas vidas o afeito abençoado tem sido visto, no zelo e na devoção a Cristo, com a separação deste mundo e dos seus malignos caminhos.  À pregação do Evangelho tem-se dado maior empenho e muitos convertidos têm testemunhado que esta verdade os despertou para descobrirem o perigo em que se encontravam e a necessidade da salvação, a começar deste autor.

        Não seria surpresa que Satanás deixasse de desafiar esta bem-aventurada esperança. As zombarias e a indiferença têm sido mais que amplamente usadas. E quando alguém desiste de acreditar na volta de Cristo, começa a se envolver nos valores do mundo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1 Timóteo 6:9-10).

         Devemos nos preparar para enfrentar os escarnecedores da fé, com a esperança que guardamos em nossos corações redimidos. Não se trata apenas de uma suposição, pois o Espírito já nos alertou sobre o assunto, conforme a 1 Timóteo 4:1. Também o Senhor nos avisou, conforme Mateus 24:48: “Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá...”

         Não existe conselho algum nas Escrituras para que percamos nossa alegria espiritual, ou para que relaxemos e nos descuidemos em nosso modo de viver.

         “O silêncio de Deus era quebrado, não importa o que os escarnecedores tenham a dizer. Quando o próprio Senhor descer para os Seus, arrebatando-nos da Terra, Ele estará cumprindo Sua promessa. Deixemos os escarnecedores de lado, falando o que bem quiserem falar”.

 

Passará a Igreja pela Grande Tribulação?


            A Tribulação será o tempo em que Deus vai derramar o Seu terrível julgamento sobre o mundo ímpio. Antes de iniciar Sua vingança, Ele vai levar a igreja para o Céu, pois ela é Sua Noiva, o objeto do Seu amor. No Céu os eleitos se refugiarão, a fim de não sofrerem os castigos que cairão sobre o mundo (Gálatas 1:4). Quando julgamento veio sobre o mundo antigo, ele não aconteceu antes que a fabricação da Arca fosse concluída, na qual Deus iria guardar Noé e sua família. Na destruição de Sodoma e Gomorra, nada pôde ser feito, antes que e suas filhas saíssem da cidade, rumo a Zoan. Como foi nos dias de Noé, de Ló, assim será, diz o Senhor, quando Ele voltar. Primeiro, Ele vai levar os salvos; depois os justos castigos cairão sobre o mundo mau.

         Os embaixadores são chamados aos países, antes que se iniciem as hostilidades. “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5:20) entre as nações e o fim da atual era da graça e da salvação pela fé em Cristo será sinalizado pelo arrebatamento dos salvos, quando o Senhor Jesus descer, “nos ares”. Mateus 24 e outras passagens semelhantes são especialmente dirigidas aos judeus, com referências específicas à cidade de Jerusalém, a Israel e ao cativeiro. [O grande erro dos reconstrucionistas é tomar para eles as promessas feitas exclusivamente aos judeus]. Os sofrimentos dos judeus, na grande dispersão vão culminar na Grande Tribulação. Este será “um tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7), devendo funcionar como um fogo purificador dos seus pecados, [visto como recusaram a purificação pelo sangue de Cristo]. Não apenas os judeus vão passar pela Grande Tribulação, mas também as nações ímpias (Salmo 75:8). Judeus e gentios, do mesmo modo, vão sofrer pela sua rejeição a Cristo como o Salvador do mundo. A Grande Tribulação não será destinada à igreja, a Noiva de Cristo: “Quem é esta que ao deserto vem, encostada ao seu amado? (Cantares 8:5). É verdade que Ele disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33), mas este sofrimento será por amor dEle, da parte da geração hostil ao Evangelho, não pela Grande Tribulação.

         No capítulo 7 do Livro do Apocalipse, o Apóstolo João vê uma grande multidão “dos que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes  e as branquearam no sangue do Cordeiro” (verso 14).  A igreja sobre a qual  João havia falado no capítulo 5 não mostra esses salvos da Grande Tribulação, os crentes que se converteram através do Evangelho pregado pelos judeu que não aceitaram a marca da Besta nem adoraram a sua imagem.  Eles servirão a Cristo em Seu Reinado na Terra, quando a igreja também estará reinando com o Senhor. Há muito tempo, um peregrino já visualizava o final de sua viagem:

         “Um com Cristo - Bem-vindos à cidade de ouro, onde por mim Ele passou dentro da glória, do abismo para as alturas. Também a alegria está vindo abençoada, com o mistério do que beija e o encontro do Filho com o Pai inunda a minha alma da bênção que me dá as boas vindas. Meu para sempre é este Lar eterno, onde e quando todas as andanças terminam. Ali, certamente, hei de chegar. Deus, meu Pai, vai me aguardar, para me saudar como um filho, no qual Ele se deleita, através do tão amado Filho, agora apresentado imaculado à Sua vista”.

 

O Tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10)


     Após um encontro de inexcedível alegria, “nos ares”, com Cristo e os salvos, haverá a instalação do Tribunal de Cristo.  Não se trata do Julgamento do Grande Trono Branco, citado em Apocalipse 20. Os que vão sofrer este julgamento são os incrédulos falecidos, do primeiro ao último pecador impenitente.  Este julgamento vai acontecer no final do Milênio: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.  (Romanos 14:11-12).

       No Tribunal de Cristo a questão da salvação eterna não será questionada, visto já ter sido resolvida na cruz do Calvário, para todos os crentes em Cristo. Hebreus 10:14-17 diz: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: e jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades”.

         Quanta paz e alegria nos dão estas palavras! Porém, alguns vão indagar: “Eu creio nisto, mas o que dizer dos pecados cometidos depois que me tornei um cristão? Eles vão aparecer no Tribunal de Cristo, mesmo que Ele já os tenha perdoado?”

         Todos os pecados da igreja estavam no futuro, quando Cristo morreu por eles - os pecados passados, presentes e futuros. Seu sangue precioso foi suficiente para cobrir todos os pecados do mundo, de modo que o perdão completo e perfeito foi concedido, sem reserva alguma, a todos nós que cremos, e a todo pecador que confessar os seus pecados, conforme a 1 João 1:9,7: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça... O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.

         No Tribunal de Cristo nenhum pecado será exposto, pois todos já foram atirados ao mar do esquecimento divino. Mas, se os pecados foram cometidos contra o próximo, precisamos procurar a pessoa ofendida e pedir perdão em o Nome de Jesus. Se não forem esclarecidos agora, nosso castigo será a perda dos galardões, mas sem condenação alguma de nossas almas. [Nota: Meu galardão vai ser ZERO!]

Somente nesta vida o Pai vai nos disciplinar por causa dos nossos pecados e Ele tem muitas maneiras de fazê-lo: “Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”  (1 Coríntios 11:32).

         No final da existência da igreja, quando formos arrebatados, ninguém será julgado para condenação, pois somente os salvos serão arrebatados em corpos glorificados e então estaremos completos em Cristo. Não é o que eu sou nem o que eu possa fazer, mas o que Ele é e o que Ele fez. Isto é o quevai me salvar da ira vindoura. Que maravilhosa salvação e como é indescritível a graça de Deus em nosso favor!

         Então qual é o objetivo do Tribunal de Cristo? Somos despenseiros da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4:10) e se nos foram concedidos os depósitos desta maravilhosa graça, devemos usá-los exclusivamente para a Sua glória, visando o bem do próximo e o progresso de Sua obra aqui na Terra. A grande comissão que Ele nos deu foi a de pregar o evangelho a toda criatura. Devemos usar para isso os nossos talentos e habilidades, nosso dinheiro e tudo que possamos ter, pois tudo Ele nos deu visando a Sua glória; nada é nosso e somos apenas Seus mordomos.

         “Toda a minha vida, Senhor, a Ti consagro. Toma meus talentos e usa-os, conforme Te aprouver.Toma a minha prata e o meu ouro que eu não guarde coisa alguma. Todo o meu amor, Senhor meu, coloco aos Teus pés. Toma a mim mesmo, para que eu seja somente teu”.

Somente enquanto vivemos na Terra, poderemos ajuntar tesouros no Céu, os quais nos garantirão uma posição de honra e confiança, na glória vindoura.  Perder os galardões celestiais, por avareza ou negligência na conduta, vivendo para nós mesmos,  em vez de vivermos para Deus, será uma perda imensurável, que jamais poderá ser reparada e somente será compreendida, quando estivermos com Ele. Vale a pena deixar de escutar esta frase? “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

         Todos os redimidos compartilharão igualmente do amor do Pai e dos muitos gloriosos privilégios do lindo Lar celestial, porém os galardões e os lugares de honra serão destinados àqueles que os mereceram, na mesma proporção de sua fidelidade na obra.

         Conforme a 1 Coríntios 3:10-15, as obras dos crentes passarão por este critério:

        “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

           

Quem for Mestre


        A obrigação precípua do mestre cristão é pregar a sã doutrina, obedecendo estritamente a Palavra de Deus, a qual é clara e perfeita: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”  (2 Timóteo 3:16-17).

         Assim como o construtor de uma casa segue literalmente a planta do arquiteto, também o mestre deve seguir a Palavra de Deus em sua função de evangelista, jamais se desviando da mesma, a fim de que não venha a construir um edifício defeituoso, o qual poderá desabar sobre a sua  própria cabeça. É disto que o Tribunal de Cristo vai tratar, avaliando, principalmente, a obra de cada mestre, pois “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3:1).

         À medida em que se aproximam os tempos do fim, a admoestação de Paulo, na 2 Timóteo 2:15 se torna mais oportuna:

        “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

         E em Judas 3 está escrito: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

         O Senhor já sabia da situação do mundo, nos tempos do fim, tendo indagado, conforme registro em Lucas 18:8-b: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

         Será enorme o galardão dos que fizerem a obra segundo o padrão divino, a fim de merecer galardões de ouro, prata... ou de madeira ou feno, se fizerem sua obra visando recompensas materiais aqui na Terra.

         Cada um tenha cuidado sobre como está vivendo, deixando de atender ao conselho que o Senhor nos deu, conforme Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. As coisas só devem nos interessar, quando comparadas à luz da Bíblia, pois, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:23-25).

        Devemos colocar o melhor de nós em tudo que fizermos, quer seja uma obra pequena ou grande, pois ao Senhor importa a qualidade, não a quantidade. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (1 Coríntios 4:5).

         Seremos julgados pelo nosso testemunho de vida, pelas nossas obras na vida familiar e social, na pregação do evangelho, pois o nosso serviço aqui na Terra será aprovado ou condenado, conforme o padrão divino. Nossos erros serão corrigidos, os julgamentos errôneos serão revertidos, as incompreensões serão esclarecidas, as tentativas egoístas de imputar falsidade ou o mal, onde estes não existem, serão denunciadas. Os meios, palavras e intenções serão todos expostos à verdadeira luz, revelando o caráter de cada despenseiro da Palavra.

         Logo que todas as coisas estiverem resolvidas, cada crente vai receber o que merece. Muitas lágrimas vão correr nas faces de alguns, antes que a glória eterna lhes seja propiciada. Depois disso, nenhuma nuvem vai surgir em nosso firmamento e nenhuma questão pendente será levantada, para minar a alegria do cristão salvo. Este será um dia feliz, com o sol da justiça brilhando no horizonte, sem sombra alguma que venha perturbar nossa felicidade.

         Demos graças ao Pai porque Ele nos permitiu chegar ao do Tribunal de Cristo.

         Como será glorioso ver tudo que o Seu povo tem sofrido por amor a Ele, ver suas obras de fé e amor, abençoadas obras realizadas para Ele, nada sendo omitido, nem mesmo um copo dágua que se tenha dado a quém dele precisou (Mateus 9:41). Como tudo vai resplandecer naquele dia e quão imensuráveis serão o louvor e a comemoração do Senhor na plenitude da alegria do Seu coração. Tudo isso vai significar mais para cada santo do que a mente poderia captar sobre todas as coisas que foram feitas através do corpo. Veremos Sua estimativa correta do valor de cada obra nossa, conforme Sua vontade, sem um resquício de inveja daqueles que estarão recebendo mais honras do que nós. Perfeitamente felizes, todos os santos estarão ali reunidos, para sempre.

        “Quando Jesus vier para galardoar os Seus servos, quer seja manhã, à tarde ou à noite,  quem for fiel a Ele e estará vigiando, com as lâmpadas brilhando claramente! Será que temos sido fiéis à Palavra que Ele nos deixou? Será que tentamos fazer o melhor? Se em coisa alguma o nosso coração não nos condenar, então podemos descansar em paz”.

 

A Ceia das Bodas do Cordeiro


        “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:7-9).

 

         Após o Julgamento no Tribunal de Cristo, e quando tudo for encerrado para a Sua glória, haverá no céu um evento chamado a Ceia das Bodas do Cordeiro. Nada igual jamais aconteceu antes e nada também vai acontecer. Esta jamais terá paralelo em magnificência, glória e significação, quer seja no tempo ou na eternidade. O empenho de Deus é celebrar as Bodas do Filho Amado com a Sua Noiva, que Ele tanto amou e por quem deu Sua preciosa vida. “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? ... De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim?” (Ester 6:6).

         O Deus Eterno vai honrar Aquele que veio ao mundo em Seu nome, o Homem-Deus Jesus Cristo, que sofreu e morreu na cruz em favor da humanidade pecadora. A celebração será conforme o merecimento do nosso Deus e grande Salvador, diante de Pai.

         Embora pouco se tenha escrito sobre a Ceia das Bodas do Cordeiro, existe muito material de onde se pode retirar uma idéia da mesma, sem qualquer rasgo de imaginação. O Senhor será visto em toda a Sua beleza divina, indizivelmente mais perfeita do que a beleza humana, com a graça derramada em Seus lábios, Sua face mais resplandecente que o Sol; suas vestes brancas e brilhantes, recendendo a mirta, aloés e  acácia, Sua voz como o som de muitas águas. Estas são expressões bíblicas que a Ele se referem, dando-nos alguma ideia da beleza do Noivo, por Quem nossa alma tanto anseia (Leiam Apocalipse 1-7; Mateus  17 e Salmo 45).

         A Noiva (a Igreja) ornada com toda a beleza do Senhor, está sentada à Sua direita (Salmo 45:9), toda gloriosa interiormente, com as vestes bordadas em ouro de Ofir, “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:17). Que sejam ambos bem acompanhados pelos anjos do Pai. Sobre a Noiva, Cristo vai testificar:  “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha” (Cantares 4:7).  Ele dirá também: “E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS” (Ezequiel 16:14).  A Noiva será revestida com a “justiça dos santos”. De um modo ou de outro, ela será refletida em cada santo, conforme o que foi declarado no Tribunal de Cristo, como os seus “atos de justiça”. Este adorno especial vai resplandecer com glória, para sempre, diferindo em natureza e brilho, conforme o valor que o Senhor lhe houver concedido.

         Haverá muitos convidados à Ceia. Quem serão eles? Uma grande multidão dos santos do Velho Testamento, compartilhando da primeira ressurreição, na vinda de Cristo, os quais não fazem parte da igreja. Eles são os amigos do Noivo, como João Batista disse de Si mesmo: (João 3:29) e como Deus falou de Abraão (2 Crônicas 20:7). Podemos garantir que esta multidão de santos será chamada e honrada como convidada à Ceia das Bodas do Cordeiro.

         Haverá uma legião incontável (miríades), de seres belos e perfeitos, os quais jamais pecaram. Eles vivem para executar as ordens do seu Criador. “Como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:12) será a multidão dos redimidos presentes à Ceia das Bodas do Cordeiro. A magnitude dessa multidão está além do que a nossa imaginação possa captar.

         Deus nos fala em linguagem e termos adaptáveis à nossa inteligência humana, a fim de mostrar as coisas celestiais, porém essas coisas excedem em muito a tudo que a mente humana possa imaginar. Podemos imaginar que a Ceia se assemelhe a um banquete oferecido por um grande potentado terreno, mas numa escala totalmente superior em esplendor, grandeza e custo. Contudo, mesmo que possamos aplicar esta comparação, a diferença da grandeza desse evento será tão grande como a diferença entre o Céu e a Terra, entre Deus e o homem. Poderíamos repetir as palavras da Rainha de Sabá: “Eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi” (1 Reis 10:7-b).

A única certeza é a de que todos os presentes ficarão extasiados com a apresentação da Ceia e com o louvor cantado ao nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, pelas maravilhas do Seu amor derramado na cruz.

         Após a Ceia, nosso amoroso Salvador contemplará Sua Noiva e a assembléia dos convidados, como o fruto de Sua obra na cruz, ficará satisfeito e Sua Noiva, também. (Isaías 53:11; Salmo 17:15). Esta será uma alegria repleta de “gozo inefável e glorioso” (1 Pedro 1:8), “com alegria, perante a sua glória” (Judas 24). E mais: “Ele (Cristo) se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Deus Pai vai organizar tudo conforme a Sua vontade, para honrar o Filho Amado. Nada faltará em matéria de riqueza, glória e majestade, com o “vinho real” (alegria divina) em abundância. Nesse evento, a Escritura terá o seu perfeito cumprimento, segundo Cantares 2:3-4: “Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor”.

 

         “Filha do Pai Eterno, Noiva do Filho Eterno, agraciada com alegria superior à dos anjos mais próximos do Seu trono; eles, os ministros assistindo ao Seu Amado; todas as honras agora são minhas, andando com o meu Senhor em glória, através das cortes divinas; Sou rainha, dentro do plano real, e Cristo é meu Noivo, para sempre!”.

 

Reinando com Cristo


Isso acontecerá logo que Cristo voltar da Ceia das Bodas do Cordeiro, acompanhado dos Seus anjos e dos redimidos. (Apocalipse 19:11-14), para lutar contra os inimigos do Seu povo e vencer todos eles.

Após a batalha do Armagedom, quando Cristo destruir os Seus inimigos, todas as nações do mundo se dobrarão diante dEle e serão julgadas, no Grande Trono Branco, conforme a maneira como trataram os seus “pequeninos irmãos” (os judeus), durante a Grande Tribulação. (Mateus 25:31-46).

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”  (Mateus 13:41-43).

As Escrituras são abundantes nas profecias referentes ao reino vindouro e ao fato de que os salvos reinarão com Cristo, em Sua vinda. A glória e a prosperidade do Reino Milenial vão sobrepujar tudo que já foi visto na Terra. O reinado do Rei Salomão foi magnificente, mas nada será, quando comparado ao Reinado Milenial de Cristo, do mesmo modo como uma vela empalidece diante do fulgor do sol, em toda a sua força. A Terra inteira será subjugada e todas as nações, povos e línguas irão se dobrar diante do cetro divino do Senhor Jesus Cristo. O grande inimigo de Deus e do homem, instigador do pecado, será preso num abismo durante o Reinado Milenial, para não mais perturbar a paz e a prosperidade e espiritual do povo de Deus. (Apocalipse 20:11). A Terra colherá seus frutos em abundância e o deserto florescerá, maravilhosamente! As doenças serão reduzidas ao mínimo [pois onde não floresce o pecado a doença não tem vez]. A morte  vai ter pouco o que ceifar, pois as pessoas terão quase a longevidade do tempo pré-diluviano. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”. (Habacuque 2:14).

Israel será reinstalado no favor divino e novamente possuirá toda extensão de terra, conforme foi prometida a Abraão [e conquistada para o trono de Salomão pela espada de Davi e seus guerreiros, sem os árabes e outros inimigos perseguindo-o, como tem acontecido nos últimos 70 anos]. Em vez de ser cauda das nações, os judeus serão a cabeça, pois de Jerusalém sairá uma bênção para o mundo inteiro, quando na Cidade do Grande Rei for estabelecido o governo universal de Cristo. Este será o tempo do “Jeovah Shammach” (O Senhor está ali). “Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó. (Isaías 14:11) ... “Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro” (1 Reis 5:4).

Após a Ceia das Bodas do Cordeiro, com todo o festejo celestial, o Filho de Deus receberá do Pai o Reino que Lhe foi preparado, conforme Daniel 7:14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. Para uma visão mais compreensiva das glórias do futuro Reino Milenial, devemos ler os salmos 72, 97, 98, 99 e 100. Os reinos deste mundo estarão nas mãos de Satanás, o usurpador, o qual vai desafiar o poder de Deus. Contudo, este poder será quebrado, bem como todos os poderes rebeldes da Terra. Em apocalipse 1:7, lemos: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. E todos os Seus inimigos se lamentarão.

 

“Cabeça da nova criação, Filho do Deus vivo, Capitão da salvação, por nós derramaste o Teu precioso sangue... Emanuel, Filho de Davi, bendita semente da mulher, esmagaste a cabeça do dragão. A cruz e a vergonha já passaram e a salvação de todos os que Te seguem, conquistados pelo Teu amor, agora é o Teu bendito espólio. A fama de Tuas realizações maravilhosas chegou até nós, através da Tua Palavra Santa, e também aos que buscam a Verdade que liberta do engodo político e religioso.

Brevemente os Céus Te revelarão em toda a Tua glória, na glória do Teu Pai e dos anjos que Te servem. Então, a igreja, Tua Noiva, reinará contigo, no trono de Jerusalém, e tudo será belo e radioso, à vista de todos. Ali não haverá noite, nem lágrimas, nem tristeza, nem dor.

Que maravilha! Jesus Cristo vem com os anjos, nas nuvens do Céu, e todos O verão: até mesmo os pecadores incrédulos e os assassinos. Ele virá para os homens e mulheres que assistirão ao Seu triunfo; Ele virá para nos reunir. Que todos nós possamos adorá-Lo no trono eterno, em poder e glória, e que Ele venha bem depressa! Maranata!”

 
o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso”.

Mortificação - (Colossenses 3:4-5) - “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai , pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria”.

Paciência - (Tiago 5:8) - “Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima”.

 

            Vamos esperar que chegue logo o dia alegre, consagrando-nos com dedicação, palmilhando o caminho estreito; evangelizando os perdidos, pelos quais o Senhor deu Sua vida, para o dia da coroação, que aos poucos, está chegando”.

 

Escarnecedores - (2 Pedro 3:3-4) - “Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

(1 Timóteo 4:1) - “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.

         Especialmente, nestes últimos cem anos, a verdade sobre a vinda do Senhor, que havia sido esquecida, voltou a ser considerada e revivida. Ente os cristãos de todas as denominações, esta gloriosa esperança tem sido alegremente recebida por muitos e em suas vidas o afeito abençoado tem sido visto, no zelo e na devoção a Cristo, com a separação deste mundo e dos seus malignos caminhos.  À pregação do Evangelho tem-se dado maior empenho e muitos convertidos têm testemunhado que esta verdade os despertou para descobrirem o perigo em que se encontravam e a necessidade da salvação, a começar deste autor.

        Não seria surpresa que Satanás deixasse de desafiar esta bem-aventurada esperança. As zombarias e a indiferença têm sido mais que amplamente usadas. E quando alguém desiste de acreditar na volta de Cristo, começa a se envolver nos valores do mundo: “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. (1 Timóteo 6:9-10).

         Devemos nos preparar para enfrentar os escarnecedores da fé, com a esperança que guardamos em nossos corações redimidos. Não se trata apenas de uma suposição, pois o Espírito já nos alertou sobre o assunto, conforme a 1 Timóteo 4:1. Também o Senhor nos avisou, conforme Mateus 24:48: “Mas se aquele mau servo disser no seu coração: O meu senhor tarde virá...”

         Não existe conselho algum nas Escrituras para que percamos nossa alegria espiritual, ou para que relaxemos e nos descuidemos em nosso modo de viver.

         “O silêncio de Deus era quebrado, não importa o que os escarnecedores tenham a dizer. Quando o próprio Senhor descer para os Seus, arrebatando-nos da Terra, Ele estará cumprindo Sua promessa. Deixemos os escarnecedores de lado, falando o que bem quiserem falar”.

 

Passará a Igreja pela Grande Tribulação?


            A Tribulação será o tempo em que Deus vai derramar o Seu terrível julgamento sobre o mundo ímpio. Antes de iniciar Sua vingança, Ele vai levar a igreja para o Céu, pois ela é Sua Noiva, o objeto do Seu amor. No Céu os eleitos se refugiarão, a fim de não sofrerem os castigos que cairão sobre o mundo (Gálatas 1:4). Quando julgamento veio sobre o mundo antigo, ele não aconteceu antes que a fabricação da Arca fosse concluída, na qual Deus iria guardar Noé e sua família. Na destruição de Sodoma e Gomorra, nada pôde ser feito, antes que e suas filhas saíssem da cidade, rumo a Zoan. Como foi nos dias de Noé, de Ló, assim será, diz o Senhor, quando Ele voltar. Primeiro, Ele vai levar os salvos; depois os justos castigos cairão sobre o mundo mau.

         Os embaixadores são chamados aos países, antes que se iniciem as hostilidades. “Somos embaixadores da parte de Cristo” (2 Coríntios 5:20) entre as nações e o fim da atual era da graça e da salvação pela fé em Cristo será sinalizado pelo arrebatamento dos salvos, quando o Senhor Jesus descer, “nos ares”. Mateus 24 e outras passagens semelhantes são especialmente dirigidas aos judeus, com referências específicas à cidade de Jerusalém, a Israel e ao cativeiro. [O grande erro dos reconstrucionistas é tomar para eles as promessas feitas exclusivamente aos judeus]. Os sofrimentos dos judeus, na grande dispersão vão culminar na Grande Tribulação. Este será “um tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7), devendo funcionar como um fogo purificador dos seus pecados, [visto como recusaram a purificação pelo sangue de Cristo]. Não apenas os judeus vão passar pela Grande Tribulação, mas também as nações ímpias (Salmo 75:8). Judeus e gentios, do mesmo modo, vão sofrer pela sua rejeição a Cristo como o Salvador do mundo. A Grande Tribulação não será destinada à igreja, a Noiva de Cristo: “Quem é esta que ao deserto vem, encostada ao seu amado? (Cantares 8:5). É verdade que Ele disse: “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33), mas este sofrimento será por amor dEle, da parte da geração hostil ao Evangelho, não pela Grande Tribulação.

         No capítulo 7 do Livro do Apocalipse, o Apóstolo João vê uma grande multidão “dos que vieram da grande tribulação e lavaram suas vestes  e as branquearam no sangue do Cordeiro” (verso 14).  A igreja sobre a qual  João havia falado no capítulo 5 não mostra esses salvos da Grande Tribulação, os crentes que se converteram através do Evangelho pregado pelos judeu que não aceitaram a marca da Besta nem adoraram a sua imagem.  Eles servirão a Cristo em Seu Reinado na Terra, quando a igreja também estará reinando com o Senhor. Há muito tempo, um peregrino já visualizava o final de sua viagem:

         “Um com Cristo - Bem-vindos à cidade de ouro, onde por mim Ele passou dentro da glória, do abismo para as alturas. Também a alegria está vindo abençoada, com o mistério do que beija e o encontro do Filho com o Pai inunda a minha alma da bênção que me dá as boas vindas. Meu para sempre é este Lar eterno, onde e quando todas as andanças terminam. Ali, certamente, hei de chegar. Deus, meu Pai, vai me aguardar, para me saudar como um filho, no qual Ele se deleita, através do tão amado Filho, agora apresentado imaculado à Sua vista”.

 

O Tribunal de Cristo (2 Coríntios 5:10)


     Após um encontro de inexcedível alegria, “nos ares”, com Cristo e os salvos, haverá a instalação do Tribunal de Cristo.  Não se trata do Julgamento do Grande Trono Branco, citado em Apocalipse 20. Os que vão sofrer este julgamento são os incrédulos falecidos, do primeiro ao último pecador impenitente.  Este julgamento vai acontecer no final do Milênio: “Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus. De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus”.  (Romanos 14:11-12).

       No Tribunal de Cristo a questão da salvação eterna não será questionada, visto já ter sido resolvida na cruz do Calvário, para todos os crentes em Cristo. Hebreus 10:14-17 diz: “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados. E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: e jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades”.

         Quanta paz e alegria nos dão estas palavras! Porém, alguns vão indagar: “Eu creio nisto, mas o que dizer dos pecados cometidos depois que me tornei um cristão? Eles vão aparecer no Tribunal de Cristo, mesmo que Ele já os tenha perdoado?”

         Todos os pecados da igreja estavam no futuro, quando Cristo morreu por eles - os pecados passados, presentes e futuros. Seu sangue precioso foi suficiente para cobrir todos os pecados do mundo, de modo que o perdão completo e perfeito foi concedido, sem reserva alguma, a todos nós que cremos, e a todo pecador que confessar os seus pecados, conforme a 1 João 1:9,7: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça... O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado”.

         No Tribunal de Cristo nenhum pecado será exposto, pois todos já foram atirados ao mar do esquecimento divino. Mas, se os pecados foram cometidos contra o próximo, precisamos procurar a pessoa ofendida e pedir perdão em o Nome de Jesus. Se não forem esclarecidos agora, nosso castigo será a perda dos galardões, mas sem condenação alguma de nossas almas. [Nota: Meu galardão vai ser ZERO!]

Somente nesta vida o Pai vai nos disciplinar por causa dos nossos pecados e Ele tem muitas maneiras de fazê-lo: “Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo”  (1 Coríntios 11:32).

         No final da existência da igreja, quando formos arrebatados, ninguém será julgado para condenação, pois somente os salvos serão arrebatados em corpos glorificados e então estaremos completos em Cristo. Não é o que eu sou nem o que eu possa fazer, mas o que Ele é e o que Ele fez. Isto é o quevai me salvar da ira vindoura. Que maravilhosa salvação e como é indescritível a graça de Deus em nosso favor!

         Então qual é o objetivo do Tribunal de Cristo? Somos despenseiros da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4:10) e se nos foram concedidos os depósitos desta maravilhosa graça, devemos usá-los exclusivamente para a Sua glória, visando o bem do próximo e o progresso de Sua obra aqui na Terra. A grande comissão que Ele nos deu foi a de pregar o evangelho a toda criatura. Devemos usar para isso os nossos talentos e habilidades, nosso dinheiro e tudo que possamos ter, pois tudo Ele nos deu visando a Sua glória; nada é nosso e somos apenas Seus mordomos.

         “Toda a minha vida, Senhor, a Ti consagro. Toma meus talentos e usa-os, conforme Te aprouver.Toma a minha prata e o meu ouro que eu não guarde coisa alguma. Todo o meu amor, Senhor meu, coloco aos Teus pés. Toma a mim mesmo, para que eu seja somente teu”.

Somente enquanto vivemos na Terra, poderemos ajuntar tesouros no Céu, os quais nos garantirão uma posição de honra e confiança, na glória vindoura.  Perder os galardões celestiais, por avareza ou negligência na conduta, vivendo para nós mesmos,  em vez de vivermos para Deus, será uma perda imensurável, que jamais poderá ser reparada e somente será compreendida, quando estivermos com Ele. Vale a pena deixar de escutar esta frase? “Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mateus 25:21).

         Todos os redimidos compartilharão igualmente do amor do Pai e dos muitos gloriosos privilégios do lindo Lar celestial, porém os galardões e os lugares de honra serão destinados àqueles que os mereceram, na mesma proporção de sua fidelidade na obra.

         Conforme a 1 Coríntios 3:10-15, as obras dos crentes passarão por este critério:

        “Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo”.

           

Quem for Mestre


        A obrigação precípua do mestre cristão é pregar a sã doutrina, obedecendo estritamente a Palavra de Deus, a qual é clara e perfeita: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”  (2 Timóteo 3:16-17).

         Assim como o construtor de uma casa segue literalmente a planta do arquiteto, também o mestre deve seguir a Palavra de Deus em sua função de evangelista, jamais se desviando da mesma, a fim de que não venha a construir um edifício defeituoso, o qual poderá desabar sobre a sua  própria cabeça. É disto que o Tribunal de Cristo vai tratar, avaliando, principalmente, a obra de cada mestre, pois “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo” (Tiago 3:1).

         À medida em que se aproximam os tempos do fim, a admoestação de Paulo, na 2 Timóteo 2:15 se torna mais oportuna:

        “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.

         E em Judas 3 está escrito: “Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”.

         O Senhor já sabia da situação do mundo, nos tempos do fim, tendo indagado, conforme registro em Lucas 18:8-b: “Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?”

         Será enorme o galardão dos que fizerem a obra segundo o padrão divino, a fim de merecer galardões de ouro, prata... ou de madeira ou feno, se fizerem sua obra visando recompensas materiais aqui na Terra.

         Cada um tenha cuidado sobre como está vivendo, deixando de atender ao conselho que o Senhor nos deu, conforme Mateus 6:33: “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. As coisas só devem nos interessar, quando comparadas à luz da Bíblia, pois, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis. Mas quem fizer agravo receberá o agravo que fizer; pois não há acepção de pessoas” (Colossenses 3:23-25).

        Devemos colocar o melhor de nós em tudo que fizermos, quer seja uma obra pequena ou grande, pois ao Senhor importa a qualidade, não a quantidade. “Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor”. (1 Coríntios 4:5).

         Seremos julgados pelo nosso testemunho de vida, pelas nossas obras na vida familiar e social, na pregação do evangelho, pois o nosso serviço aqui na Terra será aprovado ou condenado, conforme o padrão divino. Nossos erros serão corrigidos, os julgamentos errôneos serão revertidos, as incompreensões serão esclarecidas, as tentativas egoístas de imputar falsidade ou o mal, onde estes não existem, serão denunciadas. Os meios, palavras e intenções serão todos expostos à verdadeira luz, revelando o caráter de cada despenseiro da Palavra.

         Logo que todas as coisas estiverem resolvidas, cada crente vai receber o que merece. Muitas lágrimas vão correr nas faces de alguns, antes que a glória eterna lhes seja propiciada. Depois disso, nenhuma nuvem vai surgir em nosso firmamento e nenhuma questão pendente será levantada, para minar a alegria do cristão salvo. Este será um dia feliz, com o sol da justiça brilhando no horizonte, sem sombra alguma que venha perturbar nossa felicidade.

         Demos graças ao Pai porque Ele nos permitiu chegar ao do Tribunal de Cristo.

         Como será glorioso ver tudo que o Seu povo tem sofrido por amor a Ele, ver suas obras de fé e amor, abençoadas obras realizadas para Ele, nada sendo omitido, nem mesmo um copo dágua que se tenha dado a quém dele precisou (Mateus 9:41). Como tudo vai resplandecer naquele dia e quão imensuráveis serão o louvor e a comemoração do Senhor na plenitude da alegria do Seu coração. Tudo isso vai significar mais para cada santo do que a mente poderia captar sobre todas as coisas que foram feitas através do corpo. Veremos Sua estimativa correta do valor de cada obra nossa, conforme Sua vontade, sem um resquício de inveja daqueles que estarão recebendo mais honras do que nós. Perfeitamente felizes, todos os santos estarão ali reunidos, para sempre.

        “Quando Jesus vier para galardoar os Seus servos, quer seja manhã, à tarde ou à noite,  quem for fiel a Ele e estará vigiando, com as lâmpadas brilhando claramente! Será que temos sido fiéis à Palavra que Ele nos deixou? Será que tentamos fazer o melhor? Se em coisa alguma o nosso coração não nos condenar, então podemos descansar em paz”.

 

A Ceia das Bodas do Cordeiro


        “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Apocalipse 19:7-9).

 

         Após o Julgamento no Tribunal de Cristo, e quando tudo for encerrado para a Sua glória, haverá no céu um evento chamado a Ceia das Bodas do Cordeiro. Nada igual jamais aconteceu antes e nada também vai acontecer. Esta jamais terá paralelo em magnificência, glória e significação, quer seja no tempo ou na eternidade. O empenho de Deus é celebrar as Bodas do Filho Amado com a Sua Noiva, que Ele tanto amou e por quem deu Sua preciosa vida. “Que se fará ao homem de cuja honra o rei se agrada? ... De quem se agradaria o rei para lhe fazer honra mais do que a mim?” (Ester 6:6).

         O Deus Eterno vai honrar Aquele que veio ao mundo em Seu nome, o Homem-Deus Jesus Cristo, que sofreu e morreu na cruz em favor da humanidade pecadora. A celebração será conforme o merecimento do nosso Deus e grande Salvador, diante de Pai.

         Embora pouco se tenha escrito sobre a Ceia das Bodas do Cordeiro, existe muito material de onde se pode retirar uma idéia da mesma, sem qualquer rasgo de imaginação. O Senhor será visto em toda a Sua beleza divina, indizivelmente mais perfeita do que a beleza humana, com a graça derramada em Seus lábios, Sua face mais resplandecente que o Sol; suas vestes brancas e brilhantes, recendendo a mirta, aloés e  acácia, Sua voz como o som de muitas águas. Estas são expressões bíblicas que a Ele se referem, dando-nos alguma ideia da beleza do Noivo, por Quem nossa alma tanto anseia (Leiam Apocalipse 1-7; Mateus  17 e Salmo 45).

         A Noiva (a Igreja) ornada com toda a beleza do Senhor, está sentada à Sua direita (Salmo 45:9), toda gloriosa interiormente, com as vestes bordadas em ouro de Ofir, “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:17). Que sejam ambos bem acompanhados pelos anjos do Pai. Sobre a Noiva, Cristo vai testificar:  “Tu és toda formosa, meu amor, e em ti não há mancha” (Cantares 4:7).  Ele dirá também: “E correu de ti a tua fama entre os gentios, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o Senhor DEUS” (Ezequiel 16:14).  A Noiva será revestida com a “justiça dos santos”. De um modo ou de outro, ela será refletida em cada santo, conforme o que foi declarado no Tribunal de Cristo, como os seus “atos de justiça”. Este adorno especial vai resplandecer com glória, para sempre, diferindo em natureza e brilho, conforme o valor que o Senhor lhe houver concedido.

         Haverá muitos convidados à Ceia. Quem serão eles? Uma grande multidão dos santos do Velho Testamento, compartilhando da primeira ressurreição, na vinda de Cristo, os quais não fazem parte da igreja. Eles são os amigos do Noivo, como João Batista disse de Si mesmo: (João 3:29) e como Deus falou de Abraão (2 Crônicas 20:7). Podemos garantir que esta multidão de santos será chamada e honrada como convidada à Ceia das Bodas do Cordeiro.

         Haverá uma legião incontável (miríades), de seres belos e perfeitos, os quais jamais pecaram. Eles vivem para executar as ordens do seu Criador. “Como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar” (Hebreus 11:12) será a multidão dos redimidos presentes à Ceia das Bodas do Cordeiro. A magnitude dessa multidão está além do que a nossa imaginação possa captar.

         Deus nos fala em linguagem e termos adaptáveis à nossa inteligência humana, a fim de mostrar as coisas celestiais, porém essas coisas excedem em muito a tudo que a mente humana possa imaginar. Podemos imaginar que a Ceia se assemelhe a um banquete oferecido por um grande potentado terreno, mas numa escala totalmente superior em esplendor, grandeza e custo. Contudo, mesmo que possamos aplicar esta comparação, a diferença da grandeza desse evento será tão grande como a diferença entre o Céu e a Terra, entre Deus e o homem. Poderíamos repetir as palavras da Rainha de Sabá: “Eis que não me disseram metade; sobrepujaste em sabedoria e bens a fama que ouvi” (1 Reis 10:7-b).

A única certeza é a de que todos os presentes ficarão extasiados com a apresentação da Ceia e com o louvor cantado ao nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo, pelas maravilhas do Seu amor derramado na cruz.

         Após a Ceia, nosso amoroso Salvador contemplará Sua Noiva e a assembléia dos convidados, como o fruto de Sua obra na cruz, ficará satisfeito e Sua Noiva, também. (Isaías 53:11; Salmo 17:15). Esta será uma alegria repleta de “gozo inefável e glorioso” (1 Pedro 1:8), “com alegria, perante a sua glória” (Judas 24). E mais: “Ele (Cristo) se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sofonias 3:17). Deus Pai vai organizar tudo conforme a Sua vontade, para honrar o Filho Amado. Nada faltará em matéria de riqueza, glória e majestade, com o “vinho real” (alegria divina) em abundância. Nesse evento, a Escritura terá o seu perfeito cumprimento, segundo Cantares 2:3-4: “Desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar. Levou-me à casa do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor”.

 

         “Filha do Pai Eterno, Noiva do Filho Eterno, agraciada com alegria superior à dos anjos mais próximos do Seu trono; eles, os ministros assistindo ao Seu Amado; todas as honras agora são minhas, andando com o meu Senhor em glória, através das cortes divinas; Sou rainha, dentro do plano real, e Cristo é meu Noivo, para sempre!”.

 

Reinando com Cristo


Isso acontecerá logo que Cristo voltar da Ceia das Bodas do Cordeiro, acompanhado dos Seus anjos e dos redimidos. (Apocalipse 19:11-14), para lutar contra os inimigos do Seu povo e vencer todos eles.

Após a batalha do Armagedom, quando Cristo destruir os Seus inimigos, todas as nações do mundo se dobrarão diante dEle e serão julgadas, no Grande Trono Branco, conforme a maneira como trataram os seus “pequeninos irmãos” (os judeus), durante a Grande Tribulação. (Mateus 25:31-46).

Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”  (Mateus 13:41-43).

As Escrituras são abundantes nas profecias referentes ao reino vindouro e ao fato de que os salvos reinarão com Cristo, em Sua vinda. A glória e a prosperidade do Reino Milenial vão sobrepujar tudo que já foi visto na Terra. O reinado do Rei Salomão foi magnificente, mas nada será, quando comparado ao Reinado Milenial de Cristo, do mesmo modo como uma vela empalidece diante do fulgor do sol, em toda a sua força. A Terra inteira será subjugada e todas as nações, povos e línguas irão se dobrar diante do cetro divino do Senhor Jesus Cristo. O grande inimigo de Deus e do homem, instigador do pecado, será preso num abismo durante o Reinado Milenial, para não mais perturbar a paz e a prosperidade e espiritual do povo de Deus. (Apocalipse 20:11). A Terra colherá seus frutos em abundância e o deserto florescerá, maravilhosamente! As doenças serão reduzidas ao mínimo [pois onde não floresce o pecado a doença não tem vez]. A morte  vai ter pouco o que ceifar, pois as pessoas terão quase a longevidade do tempo pré-diluviano. “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar”. (Habacuque 2:14).

Israel será reinstalado no favor divino e novamente possuirá toda extensão de terra, conforme foi prometida a Abraão [e conquistada para o trono de Salomão pela espada de Davi e seus guerreiros, sem os árabes e outros inimigos perseguindo-o, como tem acontecido nos últimos 70 anos]. Em vez de ser cauda das nações, os judeus serão a cabeça, pois de Jerusalém sairá uma bênção para o mundo inteiro, quando na Cidade do Grande Rei for estabelecido o governo universal de Cristo. Este será o tempo do “Jeovah Shammach” (O Senhor está ali). “Porque o SENHOR se compadecerá de Jacó, e ainda escolherá a Israel e os porá na sua própria terra; e ajuntar-se-ão com eles os estrangeiros, e se achegarão à casa de Jacó. (Isaías 14:11) ... “Porém agora o SENHOR meu Deus me tem dado descanso de todos os lados; adversário não há, nem algum mau encontro” (1 Reis 5:4).

Após a Ceia das Bodas do Cordeiro, com todo o festejo celestial, o Filho de Deus receberá do Pai o Reino que Lhe foi preparado, conforme Daniel 7:14 - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. Para uma visão mais compreensiva das glórias do futuro Reino Milenial, devemos ler os salmos 72, 97, 98, 99 e 100. Os reinos deste mundo estarão nas mãos de Satanás, o usurpador, o qual vai desafiar o poder de Deus. Contudo, este poder será quebrado, bem como todos os poderes rebeldes da Terra. Em apocalipse 1:7, lemos: “Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém”. E todos os Seus inimigos se lamentarão.

 

“Cabeça da nova criação, Filho do Deus vivo, Capitão da salvação, por nós derramaste o Teu precioso sangue... Emanuel, Filho de Davi, bendita semente da mulher, esmagaste a cabeça do dragão. A cruz e a vergonha já passaram e a salvação de todos os que Te seguem, conquistados pelo Teu amor, agora é o Teu bendito espólio. A fama de Tuas realizações maravilhosas chegou até nós, através da Tua Palavra Santa, e também aos que buscam a Verdade que liberta do engodo político e religioso.

Brevemente os Céus Te revelarão em toda a Tua glória, na glória do Teu Pai e dos anjos que Te servem. Então, a igreja, Tua Noiva, reinará contigo, no trono de Jerusalém, e tudo será belo e radioso, à vista de todos. Ali não haverá noite, nem lágrimas, nem tristeza, nem dor.

Que maravilha! Jesus Cristo vem com os anjos, nas nuvens do Céu, e todos O verão: até mesmo os pecadores incrédulos e os assassinos. Ele virá para os homens e mulheres que assistirão ao Seu triunfo; Ele virá para nos reunir. Que todos nós possamos adorá-Lo no trono eterno, em poder e glória, e que Ele venha bem depressa! Maranata!”

 

As Setenta Semanas de Daniel


Israel Reis




Cálculo das Setenta Semanas

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”
(Dn 9.24-27)ACF
 
 
Nosso calendário :
Nosso calendário conhecido como Gregoriano Com a ajuda do astrônomo Sosígenes, Júlio Cesarintroduziu um ano médio de 365,25 dias : um ciclo de 3 anos de 365 dias e um de 366 ( bissexto ). Mas tinha uma diferença de 3 dias de 400 em 400 anos , para resolver o problema , o Papa Gregório XIIIseguindo um conselho de sábios , propôs em 1582 suprir 3 anos bissextos de 400 em 400 anos . Logo o ano tem: 365,2421 dias (0,2421 corrigido pelo ano bissexto menos 3 dias de 400 em 400 anos )
 
Calendário bíblico:
Calendário bíblico ou profético mês = 30 dias - ano = 360 dias
O ano bíblico ou profético tem uma duração de 360 dias , pois em Gênesis 7.11 e 8.4 temos cincomeses ( tempo do dilúvio ), e em Gênesis 7.24 e 8.3 a sua quantidade em dias = 150 dias , logo cada mês tem 30 dias . Portanto o ano bíblico ou profético tem 12 X 30 = 360 dias . Em Apocalipse 12.6 e 13.5 a expressão 1260 dias equivale exatamente 42 meses (42 x 30 =1260) ou seja 3 1/2 anos.
 
As 70 semanas de Daniel são semanas de anos e não de dias :
Total de anos : 70 x 7 = 490 anos (no calendário bíblico ou profético ) com um total de 176.400 dias
Calculando o número de anos de nosso calendário : número de dias/365,2421   176.400/365,2421 = 483 anos
 
Semanas que já se cumpriram: 69 ( ano bíblico ou profético )
Quantidade de anos das 69 semanas : 69 x 7 = 483 anos (bíblico)
Quantidade de dias das 69 semanas : 483 x 360 = 173880
Calculando o número de anos de nosso calendário  173880 dias /365,2421 = 476 anos



Início das 70 semanas: Decreto para reedificar os muros de Jerusalém


“Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalémdo rio, para que me permitam passar até que chegue a Judá. Como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, para o muro da cidade e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei masdeu, segundo a boa mão de Deus sobre mim” (Ne 2.7-8)ACF

 
Início das 69 semanas : (Ne 2.1)
“Sucedeu, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele” (Ne 2.1)ACF
 
No mês de nisã, no ano vigésimos do rei Artaxerxes ( março de 445 a .C.)
 
7 Semanas = 49 anos
É o período da reconstrução do templo de Jerusalém.
“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9.25)ACF
         
* Esse primeiro período tem duração de 7 semanas = 49 anos , que se inicia com o decreto para reconstrução dos muros do Templo em ( 445 a.c.) por Artaxerxes Ne 2.1-8  (Neemias foi comissionado para isto ). Foi um período difícil onde encontraram oposição de Sambalá e Tobias e tiveram de trabalhar armados, pois a qualquer momento podiam ser atacados (Ne 4.16-23). PorémNeemias confiava em Deus , sabia que o Senhor estava com eles e completaram a reconstrução dos muros cf. (Ne 6.15-16).
 
Calculando o final das 69 semanas : (aproximadamente)
março de 445 a .C. + 476 anos :  ( março de 32 d.C.)
Data em que Jesus entra em Jerusalém e é aclamado como Rei  (Lc 19.28-42)
 
Crucificação de Jesus Cristo ( FINAL DA 69a Semana )
Jesus morreu para a nossa Salvação.
Isaias 53.8
“Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido” (Is 53.8)ACF
 
A semana que falta para se cumprir : a 70° semana (a última )
Quantidade de anos da 70° semana : 7 x 1 = 7 anos (bíblico ou profético )
Quantidade de dias da 70° semana : 7 x 360 = 2520 dias (divididos em dois períodos de 1260 dias ou 42 meses)
veja em : (Ap 11.2-3)
 
APOCALIPSE 11.2-3
“E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11.2-3)ACF
 
*É um período conhecido como a Grande Tribulação , pela bíblia sabemos a duração , mas não a data da volta de Jesus.
 
62 Semanas = 434 anos
“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9.25)ACF
 
Este período de 434 anos vai de 396 a .C. até 32 d.C., após este período acontece a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém pelos romanos (no ano 70 d.C.), profetizada por Daniel:
“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações” (Dn 9.26)ACFcf. (Is 53.8); Lc 21.24)



ERA DA IGREJA - TEMPO DOS GENTIOS


“Jerusalém foi invadida em 70 d.c. pelos romanos , o templo destruído e os judeus foram dispersos pelo mundo ”

 
Romanos 11.25
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25)ACF
 
LUCAS 21.24
“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24)ACF
 
O termo tempos dos gentios é o período no qual Jerusalém estaria sob o domínio dos gentios , desde o cativeiro babilônico , continuando até hoje e continuará durante a tribulação . Terminando na segunda vinda de Jesus à terra onde irá julgar as nações .
(Dn 2.35) A era da igreja que começou no dia de Pentecostes vai até o arrebatamento da igreja .Também conhecida como dispensação da graça cf. (Ef 3.1-7). No livro de apocalipse temosrepresentadas a era da igreja em diversas épocas , através das sete igrejas da Ásia: Éfeso,Esmirna, Pérgamo, TiatiraSardes, Filadélfia e Laodicéia (a útima igreja ).
. Este período não é contado como dentro das 70 semanas, pois não correspondem a “ teu povo e a tua santa cidade (Israel e a Jerusalém), mas sim a Igreja , pois a profecia é para Israel e Jerusalém.



A IGREJA NO PASSADO E NO PRESENTE
 
ERA DA IGREJA

 
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades”
(Rm 11.25-26)ACF

A 7 IGREJAS DA ÁSIA REPRESENTAM SETE PERÍODOS DE TODAS AS IGREJAS

IGREJA

ÉPOCA

SIGNIFICADO

CARÁTER

Éfeso

(Ap 2:1-7)

33 - 100

DESEJÁVEL

APOSTÓLICA AMOR DECADENTE

Esmirna

(Ap 2:8-11)

100 - 312

AMARGURA

PERSEGUIDA

Pérgamo

(Ap 2:12-17)

313 - 600

CASAMENTO

MUNDANA “DO ESTADO ”

Tiatira

(Ap 2:18-29)

600 - 1517

QUEM SACRIFICA SEMPRE

PROFANA

Sardes

(Ap 3:1-6)

1517 - 1750

REMANESCENTE

REFORMA “ MORTA ”

Filadélfia

(Ap 3:7-13)

1750 - 1914

AMOR FRATERNAL

AVIVADA “ MISSIONÁRIA ”

Laodicéia

(Ap 3:14-22)

ATUAL

DIREITOS DO POVO

MORNA

 

 

A GRANDE TRIBULAÇÃO – 70° Semana


. Corresponde a última semana de Daniel (70° semana ), ou seja, um período de 7 anos .
É dividido em 2 períodos de 3 anos e meio , sendo o primeiro chamado de Tribulação . E o segundo chamado de Grande Tribulação ( maiores guerras e sofrimentos piores ), mas também o período todo é chamado de Grande Tribulação .
 
Outros nomes que a Bíblia descreve a 70° semana de Daniel:
- O dia da vingança de nosso Deus
- O tempo da angústia de Jacó
- O dia de trevas
- O dia do Senhor
- Aquele dia
- O grande dia
- Dia da ira
- Ira Vindoura



Final da 70° semana :  Mt 25.13 - Volta de Jesus


 
Volta de Jesus Cristo
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mt 24.30-31)ACF
                
. É a segunda fase da Vinda de Cristo (a primeira fase é no arrebatamento da igreja : se dará nos ares e só a igreja verá, Jesus não pisa na Terra ).
 
Acontecimentos:
- A Manifestação física e pessoal de Jesus acompanhado de seus santos e anjos : Mt 24.30-31
- Todo olho O verá : Mt 24.30; At 1.11
- Defenderá Israel das nações inimigas: Zc 12.9
- A destruição do Anticristo e do Falso Profeta : Ap 19.20
- Os Judeus aceitarão Jesus como o Messias : Rm 11.25-27; Zc 12.10
- O julgamento das Nações : Mt 25.31-34
- Satanás aprisionado : Ap 20.1-3
- Implantação do Milênio : Ap 20.4-6
 
 

ACONTECIMENTOS:

 
- SURGIMENTO DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETA NO MUNDO
- ALIANÇA DE 7 ANOS DO ANTICRISTO COM ISRAEL
- OS JUÍZOS DO CÉU SOB OS SETE SELOS DE AP.6
- AS DUAS TESTEMUNHAS E SUA MISSÃO NOS 3 ½ ANOS
- 144.000 JUDEUS SALVOS EM ISRAEL
- O ANTICRISTO NO BLOCO DE 10 NAÇÕES
- O BLOCO DE NAÇÕES DO NORTE
- GOGUE E MAGOGUE
- A FALSA IGREJA MUNDIAL
- A PREGAÇÃO DO EVANGELHO DO REINO
- GOGUE E MAGOGUE INVADEM ISRAEL
- O ANTICRISTO ROMPERÁ A SUA ALIANÇA COM ISRAEL
- IGREJA FALSA MUNDIAL DESTRUIDA PELO ANTICRISTO
- OS JUDEUS SERÃO MARTIRIZADOS
- JUÍZOS SOBRE A TERRA SOBRE AS SETE TROMBETAS
- ISRAELITAS FIEIS FUGIRÃO PARA OS MONTES
- JUÍZOS SOBRE A TERRA SOB AS SETE TAÇAS
- A QUASE DESTRUIÇÃO DE ISRAEL (ARMAGEDOM)
- A VOLTA DE JESUS EM GLÓRIA
- EVENTOS GEOFÍSICOS
- JULGAMENTO DAS NAÇÕES VIVENTES
- DERROTA DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETA
- O REMANESCENTE JUDAICO
- SATANÁS APRISIONADO
 
 

Israel na Grande Tribulação

 
O Anticristo e sua perseguição à Israel por 3 anos e meio (na segunda metade ):
“E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Dn 7.24-25)ACF
. “E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11.2-3)ACF
“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda” (Mt 24.15)ACF
. “Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF
 
As nações cercarão os Judeus na guerra do Armagedom:
“E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom” (Ap 16.16)

As Setenta Semanas de Daniel


Israel Reis




Cálculo das Setenta Semanas

“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações. E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”
(Dn 9.24-27)ACF
 
 
Nosso calendário :
Nosso calendário conhecido como Gregoriano Com a ajuda do astrônomo Sosígenes, Júlio Cesarintroduziu um ano médio de 365,25 dias : um ciclo de 3 anos de 365 dias e um de 366 ( bissexto ). Mas tinha uma diferença de 3 dias de 400 em 400 anos , para resolver o problema , o Papa Gregório XIIIseguindo um conselho de sábios , propôs em 1582 suprir 3 anos bissextos de 400 em 400 anos . Logo o ano tem: 365,2421 dias (0,2421 corrigido pelo ano bissexto menos 3 dias de 400 em 400 anos )
 
Calendário bíblico:
Calendário bíblico ou profético mês = 30 dias - ano = 360 dias
O ano bíblico ou profético tem uma duração de 360 dias , pois em Gênesis 7.11 e 8.4 temos cincomeses ( tempo do dilúvio ), e em Gênesis 7.24 e 8.3 a sua quantidade em dias = 150 dias , logo cada mês tem 30 dias . Portanto o ano bíblico ou profético tem 12 X 30 = 360 dias . Em Apocalipse 12.6 e 13.5 a expressão 1260 dias equivale exatamente 42 meses (42 x 30 =1260) ou seja 3 1/2 anos.
 
As 70 semanas de Daniel são semanas de anos e não de dias :
Total de anos : 70 x 7 = 490 anos (no calendário bíblico ou profético ) com um total de 176.400 dias
Calculando o número de anos de nosso calendário : número de dias/365,2421   176.400/365,2421 = 483 anos
 
Semanas que já se cumpriram: 69 ( ano bíblico ou profético )
Quantidade de anos das 69 semanas : 69 x 7 = 483 anos (bíblico)
Quantidade de dias das 69 semanas : 483 x 360 = 173880
Calculando o número de anos de nosso calendário  173880 dias /365,2421 = 476 anos



Início das 70 semanas: Decreto para reedificar os muros de Jerusalém


“Disse mais ao rei: Se ao rei parece bem, dêem-se-me cartas para os governadores dalémdo rio, para que me permitam passar até que chegue a Judá. Como também uma carta para Asafe, guarda da floresta do rei, para que me dê madeira para cobrir as portas do paço da casa, para o muro da cidade e para a casa em que eu houver de entrar. E o rei masdeu, segundo a boa mão de Deus sobre mim” (Ne 2.7-8)ACF

 
Início das 69 semanas : (Ne 2.1)
“Sucedeu, pois, no mês de Nisã, no ano vigésimo do rei Artaxerxes, que estava posto vinho diante dele, e eu peguei o vinho e o dei ao rei; porém eu nunca estivera triste diante dele” (Ne 2.1)ACF
 
No mês de nisã, no ano vigésimos do rei Artaxerxes ( março de 445 a .C.)
 
7 Semanas = 49 anos
É o período da reconstrução do templo de Jerusalém.
“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9.25)ACF
         
* Esse primeiro período tem duração de 7 semanas = 49 anos , que se inicia com o decreto para reconstrução dos muros do Templo em ( 445 a.c.) por Artaxerxes Ne 2.1-8  (Neemias foi comissionado para isto ). Foi um período difícil onde encontraram oposição de Sambalá e Tobias e tiveram de trabalhar armados, pois a qualquer momento podiam ser atacados (Ne 4.16-23). PorémNeemias confiava em Deus , sabia que o Senhor estava com eles e completaram a reconstrução dos muros cf. (Ne 6.15-16).
 
Calculando o final das 69 semanas : (aproximadamente)
março de 445 a .C. + 476 anos :  ( março de 32 d.C.)
Data em que Jesus entra em Jerusalém e é aclamado como Rei  (Lc 19.28-42)
 
Crucificação de Jesus Cristo ( FINAL DA 69a Semana )
Jesus morreu para a nossa Salvação.
Isaias 53.8
“Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido” (Is 53.8)ACF
 
A semana que falta para se cumprir : a 70° semana (a última )
Quantidade de anos da 70° semana : 7 x 1 = 7 anos (bíblico ou profético )
Quantidade de dias da 70° semana : 7 x 360 = 2520 dias (divididos em dois períodos de 1260 dias ou 42 meses)
veja em : (Ap 11.2-3)
 
APOCALIPSE 11.2-3
“E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11.2-3)ACF
 
*É um período conhecido como a Grande Tribulação , pela bíblia sabemos a duração , mas não a data da volta de Jesus.
 
62 Semanas = 434 anos
“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos” (Dn 9.25)ACF
 
Este período de 434 anos vai de 396 a .C. até 32 d.C., após este período acontece a morte de Jesus e a destruição de Jerusalém pelos romanos (no ano 70 d.C.), profetizada por Daniel:
“E depois das sessenta e duas semanas será cortado o Messias, mas não para si mesmo; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações” (Dn 9.26)ACFcf. (Is 53.8); Lc 21.24)



ERA DA IGREJA - TEMPO DOS GENTIOS


“Jerusalém foi invadida em 70 d.c. pelos romanos , o templo destruído e os judeus foram dispersos pelo mundo ”

 
Romanos 11.25
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado” (Rm 11.25)ACF
 
LUCAS 21.24
“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lc 21.24)ACF
 
O termo tempos dos gentios é o período no qual Jerusalém estaria sob o domínio dos gentios , desde o cativeiro babilônico , continuando até hoje e continuará durante a tribulação . Terminando na segunda vinda de Jesus à terra onde irá julgar as nações .
(Dn 2.35) A era da igreja que começou no dia de Pentecostes vai até o arrebatamento da igreja .Também conhecida como dispensação da graça cf. (Ef 3.1-7). No livro de apocalipse temosrepresentadas a era da igreja em diversas épocas , através das sete igrejas da Ásia: Éfeso,Esmirna, Pérgamo, TiatiraSardes, Filadélfia e Laodicéia (a útima igreja ).
. Este período não é contado como dentro das 70 semanas, pois não correspondem a “ teu povo e a tua santa cidade (Israel e a Jerusalém), mas sim a Igreja , pois a profecia é para Israel e Jerusalém.



A IGREJA NO PASSADO E NO PRESENTE
 
ERA DA IGREJA

 
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades”
(Rm 11.25-26)ACF

A 7 IGREJAS DA ÁSIA REPRESENTAM SETE PERÍODOS DE TODAS AS IGREJAS

IGREJA

ÉPOCA

SIGNIFICADO

CARÁTER

Éfeso

(Ap 2:1-7)

33 - 100

DESEJÁVEL

APOSTÓLICA AMOR DECADENTE

Esmirna

(Ap 2:8-11)

100 - 312

AMARGURA

PERSEGUIDA

Pérgamo

(Ap 2:12-17)

313 - 600

CASAMENTO

MUNDANA “DO ESTADO ”

Tiatira

(Ap 2:18-29)

600 - 1517

QUEM SACRIFICA SEMPRE

PROFANA

Sardes

(Ap 3:1-6)

1517 - 1750

REMANESCENTE

REFORMA “ MORTA ”

Filadélfia

(Ap 3:7-13)

1750 - 1914

AMOR FRATERNAL

AVIVADA “ MISSIONÁRIA ”

Laodicéia

(Ap 3:14-22)

ATUAL

DIREITOS DO POVO

MORNA

 

 

A GRANDE TRIBULAÇÃO – 70° Semana


. Corresponde a última semana de Daniel (70° semana ), ou seja, um período de 7 anos .
É dividido em 2 períodos de 3 anos e meio , sendo o primeiro chamado de Tribulação . E o segundo chamado de Grande Tribulação ( maiores guerras e sofrimentos piores ), mas também o período todo é chamado de Grande Tribulação .
 
Outros nomes que a Bíblia descreve a 70° semana de Daniel:
- O dia da vingança de nosso Deus
- O tempo da angústia de Jacó
- O dia de trevas
- O dia do Senhor
- Aquele dia
- O grande dia
- Dia da ira
- Ira Vindoura



Final da 70° semana :  Mt 25.13 - Volta de Jesus


 
Volta de Jesus Cristo
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mt 24.30-31)ACF
                
. É a segunda fase da Vinda de Cristo (a primeira fase é no arrebatamento da igreja : se dará nos ares e só a igreja verá, Jesus não pisa na Terra ).
 
Acontecimentos:
- A Manifestação física e pessoal de Jesus acompanhado de seus santos e anjos : Mt 24.30-31
- Todo olho O verá : Mt 24.30; At 1.11
- Defenderá Israel das nações inimigas: Zc 12.9
- A destruição do Anticristo e do Falso Profeta : Ap 19.20
- Os Judeus aceitarão Jesus como o Messias : Rm 11.25-27; Zc 12.10
- O julgamento das Nações : Mt 25.31-34
- Satanás aprisionado : Ap 20.1-3
- Implantação do Milênio : Ap 20.4-6
 
 

ACONTECIMENTOS:

 
- SURGIMENTO DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETA NO MUNDO
- ALIANÇA DE 7 ANOS DO ANTICRISTO COM ISRAEL
- OS JUÍZOS DO CÉU SOB OS SETE SELOS DE AP.6
- AS DUAS TESTEMUNHAS E SUA MISSÃO NOS 3 ½ ANOS
- 144.000 JUDEUS SALVOS EM ISRAEL
- O ANTICRISTO NO BLOCO DE 10 NAÇÕES
- O BLOCO DE NAÇÕES DO NORTE
- GOGUE E MAGOGUE
- A FALSA IGREJA MUNDIAL
- A PREGAÇÃO DO EVANGELHO DO REINO
- GOGUE E MAGOGUE INVADEM ISRAEL
- O ANTICRISTO ROMPERÁ A SUA ALIANÇA COM ISRAEL
- IGREJA FALSA MUNDIAL DESTRUIDA PELO ANTICRISTO
- OS JUDEUS SERÃO MARTIRIZADOS
- JUÍZOS SOBRE A TERRA SOBRE AS SETE TROMBETAS
- ISRAELITAS FIEIS FUGIRÃO PARA OS MONTES
- JUÍZOS SOBRE A TERRA SOB AS SETE TAÇAS
- A QUASE DESTRUIÇÃO DE ISRAEL (ARMAGEDOM)
- A VOLTA DE JESUS EM GLÓRIA
- EVENTOS GEOFÍSICOS
- JULGAMENTO DAS NAÇÕES VIVENTES
- DERROTA DO ANTICRISTO E DO FALSO PROFETA
- O REMANESCENTE JUDAICO
- SATANÁS APRISIONADO
 
 

Israel na Grande Tribulação

 
O Anticristo e sua perseguição à Israel por 3 anos e meio (na segunda metade ):
“E, quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Dn 7.24-25)ACF
. “E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças; porque foi dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de saco” (Ap 11.2-3)ACF
“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda” (Mt 24.15)ACF
. “Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.2-4)ACF
 
As nações cercarão os Judeus na guerra do Armagedom:
“E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom” (Ap 16.16)ACF
 
 
 



 

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